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	<title>O Bufão</title>
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		<title>O mito do amor materno. É hora de reconsiderá-lo?</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 13:33:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma hipótese científica no rol de trabalhos sobre as mulheres e o patriarcalismo já criou um rebuliço entre os conservadores da atual era da informação: o instinto materno não existe. Ou melhor, para a filósofa francesa Elisabeth Badinter, esse sentimento insubstituível da mãe por suas crias, e obscuro no campo científico, é uma construção ideológica [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=716&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-718" title="maternal-admiration-l" src="http://obufao.files.wordpress.com/2010/07/maternal-admiration-l.jpg?w=390&#038;h=510" alt="" width="390" height="510" />Uma hipótese científica no rol de trabalhos sobre as mulheres e o patriarcalismo já criou um rebuliço entre os conservadores da atual era da informação: <strong>o instinto materno não existe</strong>. Ou melhor, para a filósofa francesa <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Élisabeth_Badinter" target="_blank">Elisabeth Badinter</a>, esse sentimento insubstituível da mãe por suas crias, e obscuro no campo científico, é uma construção ideológica de uma sociedade patriarcal. A declaração pode soar exagerada e típica de um discurso de esquerda que não encontra eco nas comunidades. E também não seria difícil imaginar que fatores coercitivos atentaram-se para que tal pesquisa não encontrasse adeptos.</p>
<p>Será difícil e estarei longe de conseguir avaliar e discutir a questão do amor materno. Mas percebemos que existem diversas forças preocupadas com o bem-estar do patriarcalismo no mundo pós-industrial. Um pequeno exemplo, que me incitou ao post, está em reportagem que circula nas páginas da revista Veja dessa semana. “Elas voltam ao lar”, é o título da matéria, ilustrada na primeira página por uma mãe feliz e dedicada, ao lado de seus três filhos e da legenda “criada para ser independente”.</p>
<p>A reportagem conta a história de algumas mulheres que largaram suas vidas profissionais, todas com bons currículos na mão e trajetória ascendente, para se dedicar a um outro “trabalho”, em tempo integral e hora extra: cuidar dos filhos. É um recorte que a revista faz de uma geração de mães da atualidade. Mas, como é de praxe da revista o juízo por diversos atributos simbólicos de comunicação, essas mulheres são ditas como “libertárias”. Imaginem que coisa maluca é isso!</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-717" title="image0032" src="http://obufao.files.wordpress.com/2010/07/image0032.jpg?w=353&#038;h=233" alt="" width="353" height="233" />De certa forma percebemos nos discursos que se formam nos corredores, na mídia, nos bate-papos, uma tentativa louca da valorização da mulher que se dedica aos filhos. Um dia na TV, parei para assimilar. Está nas propagandas, no romance fraternal da novela da tarde, na garota que sofre bruscamente as consequências do aborto na novela das oito. A Rede Globo, por sinal, está veiculando a campanha <a href="http://www.prolivro.org.br/ipl/publier4.0/texto.asp?id=1166" target="_blank"><strong>“Mãe, lê pra mim?”</strong></a>, do Instituto Pró-Livro. A campanha tem vistas ao estímulo da leitura na infância, um exercício a ser aguçado pelas mães, como se os pais fossem acéfalos ou inábeis no ato de contar histórias. Desse ponto de vista, não seria o Estado, mas as mães as responsáveis pelo problema do analfabetismo que assola o país.</p>
<p>É uma coisa doida de se ver, mas o fruto dessas manifestações simbólicas e opressoras é perceptível em colegas nossas, amigas de geração, que correm na contramão de uma era em que os movimentos sociais batalham pelo fortalecimento do papel da identidade no processo de mudanças sociais e políticas do mundo. A gravidez e/ou o casamento vem se tornando, de novo (ou ainda é?) uma guinada descomunal de uma trajetória de vida. Largam a universidade com a justificativa do matrimônio. O noivo, é claro, usa a mesma justificativa para ascender em uma vida profissional. E mais pilhérico de tudo isso é que algumas mães dessa geração, divorciadas, com os filhos já crescidos e sustentados por merrecas de pensão alimentícia, carregam na consciência o peso de uma vida profissional esquecida. São mulheres com mais de 30 anos na batalha por uma vaga na universidade ou no mercado.</p>
<p>Por isso pensemos se não é hora de reconsiderar <a href="http://www.pailegal.net/chicus.asp?rvTextoId=-1519405269" target="_blank">o mito do amor materno</a>, por mais que a tese me deixe de sobrancelhas arqueadas e que ninguém queira negar o amor de suas mães. O fato é que Elisabeth Badinter vai além disso, provocando uma discussão que parece essencial para os movimentos em defesa da cultura do sujeito. Ela tira das mães a culpa por deixarem seus filhos com as babás, ou na creche, rasgando o rótulo de desumana ou coisas do tipo. É um amor, que não é nato, mas conquistado, e que é usado como armadilha desde o século XIX para que as mulheres não caiam no discurso feminista e libertário de suas conquistas nos espaços. É mesmo uma construção ideológica, ou seria uma armadilha divina?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/716/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/716/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/716/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/716/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/716/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/716/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/716/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/716/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/716/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/716/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/716/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/716/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/716/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/716/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=716&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A morte em suas simples metáforas</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 04:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Trabalhar a morte como tema de filme dramático requer um cuidado especial para não abusar de clichês e forçar uma reflexão superficial de nossa existência no mundo. Esse pareceu ser o tratamento dado ao filme japonês A Partida (Okuribito, 2008), em seus momentos iniciais, quando mostra o rumo inusitado que tomou a vida do violoncelista [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=556&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-557" title="okuribito_main_rgb_r" src="http://obufao.files.wordpress.com/2010/06/okuribito_main_rgb_r.jpg?w=381&#038;h=291" alt="" width="381" height="291" /></p>
<p>Trabalhar a morte como tema de filme dramático requer um cuidado especial para não abusar de clichês e forçar uma reflexão superficial de nossa existência no mundo. Esse pareceu ser o tratamento dado ao filme japonês <strong>A Partida </strong>(Okuribito, 2008), em seus momentos iniciais, quando mostra o rumo inusitado que tomou a vida do violoncelista Daigo.</p>
<p>Esse preâmbulo é recheado de cenas metafóricas, de expressões excessivas típicas japonesas e da exposição rasteira de um cotidiano simples. Mas é ao longo dessa narrativa que o diretor <strong>Yôjirô Takita </strong>demonstra a intenção de deixar o espectador refletindo, apaixonando-se pela trama, pelo personagem e descortinando o sentido da morte.</p>
<p>A história de Daigo, o protagonista da história, inicia-se quando perde o emprego na orquestra de Tóquio e precisou retornar ao interior para arrumar dinheiro. A trama começa a se dirigir a um conflito quando Daigo descobre do que se trata o novo emprego, arranjado em página de classificados. Sua incumbência é <strong>preparar os mortos para o enterro</strong>, em um ritual japonês de maquiar e vestir os corpos diante da família em luto.</p>
<p><strong>O filme levou o </strong><strong>Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2008</strong>, em premiação que, antes, havia divido a crítica: uns acreditavam que o francês Entre os Muros da Escola ganharia a estatueta, outros apostavam no israelense Valsa com Bashir. A escolha por A Partida levou a crítica à conclusão de que o filme foi eficaz em exportar uma peculiaridade da cultura japonesa, inserindo-o na lista de produções com apelo universal nas premiações estrangeiras do Oscar.</p>
<p>Não se pode negar, entretanto, que o ritual de maquiar corpos mortos, pincelando-os com um vestígio artificial de vida, foi bastante oportuno para incorporar a mensagem da narrativa a um nível simbólico. Possibilitou momentos primorosos, como a gratidão espantosa do viúvo raivoso. “Ela nunca esteve tão linda”, disse após o ritual.</p>
<p>Em um momento em que símbolos estão cada vez mais distantes da apreciação do espectador contemporâneo, ávido por respostas e degustação fast-food, o filme acaba ganhando pelo uso de metáforas bastante simples.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/556/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=556&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dos bufões aos fakes. Terá o riso tirânico renascido nas mobilizações cibernéticas?</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 04:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
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		<description><![CDATA[Me digam se não é fantástico o riso que se alastra por meio da cultura digital trash. Fazer graça ganhou na internet um cunho social, político, de mobilização, e uma ligeira sensação de exercício de cidadania. O ato de criticar o Galvão, o jornalismo da Rede Globo e a revista Veja via mobilizações cibernéticas parece [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=575&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-576" title="a0132-000018" src="http://obufao.files.wordpress.com/2010/06/a0132-000018.jpg?w=371&#038;h=460" alt="" width="371" height="460" />Me digam se não é fantástico o riso que se alastra por meio da <em>cultura digital trash</em>. Fazer graça ganhou na internet um cunho social, político, de mobilização, e uma ligeira sensação de exercício de cidadania. O ato de criticar o Galvão, o jornalismo da Rede Globo e a revista Veja via mobilizações cibernéticas parece requisito essencial para angariar determinado <em>status </em>de partícipe do processo de mudanças sociais no mundo pós-moderno perante os intelectuais da rede. É uma crítica, mas digo que entro na onda. (Odeio a Veja, por exemplo).</p>
<p>O riso que se faz pelos bufões da cibercultura é o mesmo tipo de riso medieval que se evidenciava quando surgia o grotesco nos subúrbios das cidades burguesas. Era uma era de agitações políticas em que o humor invertia a ordem natural das coisas e nos levava a ter outro olhar sobre o mundo. Qual a diferença dos personagens <em>fakes </em>do Twitter para os bufões, ou os comediantes <em>dell’arte</em>, e suas expressões agressivas e pagãs, que satirizavam o santo ou o rei, deformando a ideia de um ser ideal, elevado e abstrato, rebaixando-o àquilo que ele tinha de mais baixo, material e corporal?</p>
<p>Com o perdão do gosto e das palavras, mas acho maravilhosa a ideia de ver personagens <em>fakes </em>da Sandy ou da Hebe Camargo na condição de sujeitos que cagam, peidam e falam besteiras como todos fazemos; ou de ver o secretário de cultura sem a máscara que lhe esconde o egocentrismo e a falta de pudor. No Twitter nós vemos um pouco do que perdemos nas festas, no carnaval, antes de tomarem o viés oficial por meio de estratégia política – culpa do secretário. O riso amoral da festa, obrigatório e tirânico, expressava o interesse do grupo, lembrando Minois em sua <a href="http://www.editoraunesp.com.br/titulo_view.asp?IDT=699" target="_blank">História do Riso e Escárnio</a>. “Era o único meio de o indivíduo ter uma desforra sobre as coletividades nas quais ele é integrado à força e que o oprimem e protegem ao mesmo tempo: paróquia, religião, família, senhoria, corporação&#8230;”</p>
<p>A comparação é adequada, mas sei que, assim como Twitter não elege ninguém, as formas hegemônicas de arte ainda não foram derrubadas por meio da cultura digital. E também não sei se a cibernética poderá colaborar para que a desforra do diabo seja alastrada por um coletivo maior.  Como menino de teatro, minhas críticas podem encontrar entraves na justificativa da experiência de palco, do humor <em>tête</em>-à-<em>tête</em>. Mas, convenhamos, a Internet não teve ainda o papel que teve <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Boal" target="_blank">Augusto Boal </a>ao levar aos oprimidos a oportunidade de participar de um processo político tão prazeroso como esse, de fazer as pessoas rirem.</p>
<p>O Twitter também é o espaço onde se estabelecem um amontoado de relações promíscuas. Enquanto alguns políticos lá são enforcados pela opinião pública, outros estão combinando o futebol de domingo com seus jornalistas. E também não neguemos que as manifestações do Twitter têm um viés ilógico bastante engraçado de se notar para quem gosta de estudá-lo: a mesma ferramenta que enaltece a campanha do Dia Sem Globo, põe o campeão big brother Marcelo Dourado no topo do Trending Topics.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/575/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=575&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A morte é inventora de Deus</title>
		<link>http://obufao.wordpress.com/2010/06/21/a-morte-e-inventora-de-deus/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 19:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[Saramago queria ser lembrado pelo cão das lágrimas. Disse isso em algumas ocasiões, fazendo referência ao cachorro de Ensaio Sobre a Cegueira. É engraçado e habitualmente espantoso a escolha de Saramago, dentre tantos personagens polêmicos de sua obra. E confesso ter criado uma simpatia enorme pelo imundo cãozinho que limpa nossas lágrimas com sua língua, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=562&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-563" title="jose-saramago-1" src="http://obufao.files.wordpress.com/2010/06/jose-saramago-1.gif?w=393&#038;h=481" alt="" width="393" height="481" />Saramago queria ser lembrado pelo cão das lágrimas. Disse isso em algumas ocasiões, fazendo referência ao cachorro de Ensaio Sobre a Cegueira.  É engraçado e habitualmente espantoso a escolha de Saramago, dentre tantos personagens polêmicos de sua obra. E confesso ter criado uma simpatia enorme pelo imundo cãozinho que limpa nossas lágrimas com sua língua, num gesto quase extinto de afabilidade de um mundo de cegos. E também compartilho a crítica do português: o cão de Meirelles era bonitinho demais.</p>
<p>José Saramago morreu na sexta-feira, em casa, nas Ilhas Canárias.<strong> </strong>Foi o primeiro escritor em língua portuguesa a receber o prêmio Nobel de Literatura em 1998. Deixou em mais de 30 países alguns de seus principais livros como herança, entre eles “O Evangelho segundo Jesus Cristo”e “A viagem do elefante”. Em cada longo parágrafo, em narrativas ligeiras, instigantes, tão dinâmicas, às vezes difícil de acompanhar, como as coisas que acontecem todos os dias à nossa frente, Saramago deixa escondida em alguma frase de efeito uma bronca, ou um recado que nos toca, lá, bem no fundo da alma. Uma mensagem incontestável, que serve mesmo para os mais cristãos dos homens e mulheres.</p>
<p>“Ensaio sobre a lucidez” – faço aqui uma digressão breve – deveria ser leitura obrigatória em época como a dos brasileiros. A história é sobre o país que, no seu exercício pleno de democracia, decidiu se abster nas eleições para o Parlamento Europeu. O resultado: 70% de votos em branco. Só conheço a trama até aí. Vou reservar a leitura para o mês que vem.</p>
<p>Voltando ao cão das lágrimas. Não é difícil imaginar a falsa modéstia de Saramago ao eleger a cena do cachorro que lambe as lágrimas da mulher como a mais bela de seus romances. Ser lembrado por aquele cão, é como deixar registrado a vontade de que o melhor a fazer diante das misérias do mundo é, como o escritor declara em outra de suas reflexivas frases, assumir que, “ainda quando não está nas nossas mãos resolvê-lo, devemos comportar-nos como se assim fosse”.</p>
<p>Autor de frases polêmicas, como essa que deixei para o título do post, a visão de mundo do comunista, ateu, além de escritor, incomodava. Crítico ferrenho de Deus, Lula, Vaticano, televisão e outros que também ganhavam a atração das massas, os cutucões de Saramago eram profundos. Para outros, sempre valia a pena tecer uma opinião sobre a humanidade após ouvir o que tem a falar José Saramago. Deixo por final uma de suas lindas declarações, em entrevista ao jornal Público, frases já não tão polêmicas, sobre sua vontade de ficar para a história como &#8220;aquele tipo que fez aquela coisa do cão que bebeu as lágrimas da mulher”. Coisa de Saramago.</p>
<blockquote><p>Se me falarem sobre a morte digo: sim, já sei, estive à porta. Não cheguei a entrar, mas estive à porta. Aceitei essa probabilidade com uma serenidade enorme. Serenidade que conservo hoje. De certa forma, diria que me fez bem aquela doença. Relativizou tudo. Estou a escrever um livro e não quero morrer antes de acabá-lo. Uma das minhas preocupações quando estava entre cá e lá, numa espécie de limbo em que a consciência de mim mesmo não era absoluta, era a de que talvez não pudesse acabar o livro. Afinal, ainda hoje escrevi mais uma página. Lá para Agosto estará terminado. Gostaria de ser recordado como o escritor que criou a personagem do cão das lágrimas, no Ensaio sobre a Cegueira. É um dos momentos mais belos que fiz até hoje enquanto escritor. Se no futuro puder ser recordado como &#8220;aquele tipo que fez aquela coisa do cão que bebeu as lágrimas da mulher&#8221;, ficarei contente. Se alguém procurar naquilo que eu tenho escrito uma certa mensagem, atrevo-me pela primeira vez a dizer que essa mensagem está aí. A compaixão dessa mulher que tenta salvar o grupo em que está o seu marido é equivalente à compaixão daquele cão que se aproxima de um ser humano em desespero e que, não podendo fazer mais nada, lhe bebe as lágrimas.</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/562/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/562/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/562/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/562/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/562/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/562/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/562/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/562/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/562/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/562/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/562/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/562/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/562/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/562/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=562&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>“Não era isso o que eu queria dizer”, reclama a fonte</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 04:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[fonte]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele concedeu mais de uma hora de entrevista. Explicou todas as suas ideias, teceu opiniões sobre o fato, respondeu religiosamente cada pergunta do jornalista. Na manhã seguinte, ele e todas as outras fontes desesperadamente procurados pelos repórteres no dia anterior vão abrir os jornais e ler seus relatos. Alguns empolgados, outros aflitos de antecipação. A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=541&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-545" title="57539336" src="http://obufao.files.wordpress.com/2010/06/57539336.jpg?w=369&#038;h=461" alt="" width="369" height="461" /></p>
<p>Ele concedeu mais de uma hora de entrevista. Explicou todas as suas ideias, teceu opiniões sobre o fato, respondeu religiosamente cada pergunta do jornalista. Na manhã seguinte, ele e todas as outras fontes desesperadamente procurados pelos repórteres no dia anterior vão abrir os jornais e ler seus relatos. Alguns empolgados, outros aflitos de antecipação. A segunda tarefa é ligar para o jornal, se não ponderar sozinho ou a quem estiver à companhia: “não era exatamente isso o que eu queria dizer”.</p>
<p>Provavelmente não terei adeptos à conclusão que agora faço, mas, certamente, a fonte terá razão. Exercício mais cruel que entrevistar é ser entrevistado. Sabe o que falo quem já foi fonte. No meio de um oceano de ideias fragmentadas, sob uma viseira jornalística que busca um gancho diante da complexidade daquele fato, <strong>a declaração da fonte quase sempre estará fragmentada</strong>, perdida, deturpada, tímida, transformada, levada a um contexto que – cruelmente – ela ora desconhecia, não era o que ela estava falando.</p>
<p>Não vou dizer que a culpa é do jornalista, tampouco da fonte. Cremilda Medina, professora de comunicação da USP, responsabiliza os “tortuosos caminhos dos projetos de formação profissional”. As faculdades de comunicação são cheias de alunos reclamando seus laboratórios de rádio, TV, jornal. E há professores que não vivem sem produção. Baseiam suas vidas acadêmicas na produção, produzir, produzir e produzir. Terminado um Expocom, preparam-se ligeiramente para o próximo. E digo especificamente da relação do docente com o alunado. Se abrirmos a tampa do poço do individualismo propriamente dito, a crítica será certamente mais profunda.</p>
<p>Falta a experiência do que a professora Cremilda chama de<strong> laboratório epistemológico</strong>, que trabalhe com a as atrofias da <strong>sensibilidade</strong>, com a visão complexa (sim, complexidade = Edgar Morin), com a busca de uma ação criativa do jornalista, com a arte complexa de tecer o presente, com o afeto. Imagine você que crítica mais cruel ao jornalismo: a sociedade que reclama por não se ver representada pela mídia, em suas próprias falas.</p>
<p>A fonte de uma reportagem geralmente reservará uma solicitude quando já teve a experiência de ter sido fonte. O jornalista terá em mãos uma gama de opiniões, de declarações, de emoções que lhe foram arriscada e sacrificadamente presenteadas. Na tarefa cotidiana e ligeira do jornalismo, é sempre complicado entender o contexto abrangente do acontecimento. E o jornalista aprendeu, na teoria e na prática, as peculiaridades do seu exercício. Só não aprendeu a ser sensível. Daí não é um susto verificar a fonte lendo assustada as páginas do jornal no dia seguinte. Não terá empatia nenhuma consigo mesma impressa num noticiário, pois o jornalista não soube humanizá-la.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/541/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=541&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Grito Manaus</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 17:41:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Grito Manaus]]></category>

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		<description><![CDATA[Para não dizerem que o blog está desatualizado, um aviso sobre onde estarei no próximo sábado.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=524&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para não dizerem que o blog está desatualizado, um aviso sobre onde estarei no próximo sábado.</p>
<p><a href="http://www.gritomanaus.blogspot.com/"><img class="aligncenter size-full wp-image-523" title="gritorock2010flyeranima" src="http://obufao.files.wordpress.com/2010/02/gritorock2010flyeranima.gif?w=550&#038;h=980" alt="" width="550" height="980" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/524/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=524&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O lixo se esparge</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 16:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus de Olho]]></category>
		<category><![CDATA[Taxa do Lixo]]></category>

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		<description><![CDATA[Falta muito para o internauta saber ao certo o que é uma boa repercussão. Digo com o mesmo medo declarado em post anterior. Um tweet aqui que gera outro tweet ali, inspirando um post acolá mais centenas de comentários de pessoas de todo o Brasil e se imagina de imediato que a notícia se espalhou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=513&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falta muito para o internauta saber ao certo o que é uma boa repercussão. Digo com o mesmo medo declarado em post anterior. Um tweet aqui que gera outro tweet ali, inspirando um post acolá mais centenas de comentários de pessoas de todo o Brasil e se imagina de imediato que a notícia se espalhou como se fosse paredão de Big Brother. Quimera!</p>
<p>Hoje, em ônibus com rota pela André Araújo até a Bola do Coroado, onde parte de passageiros vai para a universidade, outra parte vai para o “Canal 13”, uma senhora lê o anúncio do grupo <a href="http://www.manausdeolho.org/" target="_blank">Manaus de Olho</a>. Cada segundo de olhos parados nos vereadores que aprovaram a  maldita Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares era uma descarga de alívio, emoção e o sentimento ainda maior de que o fato só se ecoava nos ventos (ironia!) da cidade naquele momento.</p>
<p>Parabéns ao movimento, a quem ajuda a difundir a ideia, a quem resiste às pressões. Continuem com a ideia de selecionar bem as ferramentas, muito cuidado com as relações promíscuas e partamos para a próxima!</p>
<p>Por mais que esteja sendo um tiquito incongruente, vou espalhar pela rede, a conhecidos de fora do circuito do Twitter, o anúncio do grupo. Começa por aqui.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-514" style="margin-top:20px;margin-bottom:20px;" title="MdO-Vertical" src="http://obufao.files.wordpress.com/2010/01/mdo-vertical.jpg?w=449&#038;h=867" alt="" width="449" height="867" /></p>
<p>A aqueles que querem conhecer um pouco as pressões em volta da história deste anúncio, uma dica é a leitura de alguns posts em <a href="http://oavesso.com.br/omalfazejo/2010/01/04/e-aqui-que-trabalha-a-dra-bianca-abinader/" target="_blank">O Malfazejo</a> e no <a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/07/a-cbn-acusada-de-manipular-denuncias/" target="_blank">blog do Luis Nassif</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/513/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=513&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Post entre amigos, sobre fatos já conhecidos</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 03:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O Bufão não desejou bom natal nem ano novo de sorte aos leitores por pura falta de criatividade deste escritor. Em casa, no recesso natalino, assistindo a Ana Maria Braga (sim, perdão), tive um medo dinossáurico de que eu caísse na mesma banalidade dos votos da loura. Muito embora eu acredite que a internet ainda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=508&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border:0;margin:0 15px 5px 5px;" src="http://obufao.files.wordpress.com/2010/01/image.png?w=243&#038;h=330" border="0" alt="image" width="243" height="330" align="left" /> O Bufão não desejou bom natal nem ano novo de sorte aos leitores por pura falta de criatividade deste escritor. Em casa, no recesso natalino, assistindo a Ana Maria Braga (sim, perdão), tive um medo dinossáurico de que eu caísse na mesma banalidade dos votos da loura. Muito embora eu acredite que a internet ainda possua um dom especial de fazer com que as pessoas se comuniquem e desejem votos perpétuos com a mais pura honestidade. Sim, pois com dezenas de pessoas conectadas, em seus afazeres ou lazeres, aquela vontade de teclar um feliz ano novo para aquele amigo ou amiga on-line tem um ar de sinceridade muito maior que os desejos que se trocam ao acaso por pares no corredor de um prédio.</p>
<p>Mas não me refiro neste post a ano novo, nem a natal – mas talvez a um pouco de Ana Maria Braga. Quero declarar a satisfação que tenho de viver um momento em que escrevo numa rede sem que me tolham a liberdade de escolher as palavras. No dia em que esse livre-arbítrio me for cerceado, decreto o fim do blog. Acredito que os integrantes dessas ferramentas virtuais devem lembrar sempre deste momento como a era de uma geração que manifestou, se expressou, denunciou e mostrou a cara sem precisar ir às ruas.</p>
<p>O problema disso tudo é que nenhuma dessas provocações da nova era da informação trouxe resultados que melhorassem nossas vidas, refiro-me às massas. Juro que não sei (socorro, vão me esganar) a vantagem de ter sabido a morte do Michael Jackson via twitter. Não é por mérito dessa geração que alguns políticos se encontram no buraco. Eu sinto porque enquanto há um grupo pequeno que se conscientiza, ri e faz seus manifestos bufonescos sobre as crônicas de nossas pobres vidas, outra geração, outro grupo, ainda está à margem desse processo, sofrendo as dores da ditadura da comunicação e necessitando com urgência de algum programa de tevê ao meio dia que lhes deem a oportunidade de aparecer, e então buscar amparo.</p>
<p>Por este motivo, precisamos em primeiro lugar reconhecer a ideia de levar para a rua o insulto público que todos fizemos na rede contra os vereadores que aprovaram a taxa do lixo. Enquanto não se escancarar o dedo na cara, usando ferramentas ainda palpáveis, o manifesto continuará sendo desabafo entre amigos. A ideia de extrapolar o mundo virtual não se mostra fácil.</p>
<p>E, diante da crise que o jornalismo local sofre graças às atividades subumanas de Ronaldo Tiradentes, é preciso agradecer também aos que sabem levar nossas palavras para as massas. É necessário bater palmas para o jornalismo que labuta pela democratização da comunicação, aos pequenos grupos que se empenham em um futuro com a inclusão digital garantida e aos jornalistas que já sofrem há bastante tempo, dia a dia, o que sofre a colega twitteira Bia Abinader – intimidada em seu local de trabalho por querer, junto com um montante de amigos, mostrar a verdade crua a quem ainda não conhece. Esses fatos não precisam ser contextualizados porque é conversa já conhecida da meia centena de internautas que aqui leem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/508/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/508/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/508/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=508&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um recadinho aos ainda não-condôminos</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 23:41:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-501" style="margin:3px 8px;" title="_G3R7169.jpg" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/11/90499740.jpg?w=320&#038;h=481" alt="_G3R7169.jpg" width="320" height="481" />Há quem alerte os seres estressados que vagam pelos corredores do funcionalismo público ou pelos confins da burocracia universitária a necessidade de um dia de descanso. Faço um alerta a mais aos amigos deste blogueiro: olha bem onde tu pretendes descansar a cabeça! As donas de casa, ou os donos, ganharam mais a minha simpatia e respeito quando tive a oportunidade ímpar de participar de uma reunião de condomínio. Sim, o “ímpar” é ironia. Pior que compartilhar aquela experiência é a necessidade de contentar-me de que se tratava do lugar onde eu agora morava, não muito mais que três meses.</p>
<p>Não quero, com este post, roubar os intentos do Fantástico ou de nenhuma novela das oito em suas tentativas politicamente corretas em difundir as vidas sofridas, custosas, fatigantes e perigosas de nossos colegas síndicos. Acho muito que eles merecem, sobretudo elas. Saber administrar muito bem o lugar onde queremos descansar as cabeças exige um esforço muito além de princípios a la Rebecca Garcia. Admiro, portanto, aquelas que se encorajam em mostrar que não trabalham para limpar nossos travesseiros ou desentupir nossas pias. Trata-se de uma gestão para pouquíssimos, ainda mais quando se trata de combates com as construtoras políticas, a quem dou mensalmente meu querido dinheirinho.</p>
<p>O alerta, na verdade, é aos leitores<em> não-condôminos</em>: tomem cuidado com esse negócio de apartamento. E trato de “negócio” no sentido literal da palavra. A cautela tem várias justificativas. Explicarei duas.</p>
<p>Percebemos que a verticalização de nossa zona urbana é algo que prospera corações das mais variadas classes, seja via panfletos Jardim Paradiso, Smile, Mundi, ou promessas de Prosamim mesmo. Rindo? Se pensas que os conflitos “Prosamim” são promessas políticas longe do teu universo de vida, não queiras sonhar um dia com os edifícios cobertos de flores que ilustram os panfletos dominicais. Descobri no ato da compra do apartamento, já há um tempo, que o então futuro condomínio que eu habitaria era de propriedade do sr. Avelino. Na reunião a que me referi no início do texto, senti que alguns condôminos descobriam naquele momento o que era uma baita de uma politicagem, com direito a cobranças indevidas, promessas não realizadas, gente pra dormir no corredor, propaganda enganosa e um grande silêncio estampado em páginas duplas de nossos jornais diários.</p>
<p>Outro motivo é a consciência de que o condomínio é o lugar, percebam bem e notem que é verdade, é o lugar onde deve se habitar em rede, numa sintonia que lhe é exigida em dobro em relação a outras vizinhanças. Coberto até o tucupi de referências como Capra, Maturana e Morin, a ideia de viver num condomínio serviu de alusões a algumas leituras que faço recentemente. Um “gato” mal feito ou um cabo da televisão mal instalado não vai trazer prejuízos só para meu círculo de lazer. O cano que eu quebrei sem querer pode afetar o dia inteiro de um vizinho mal lavado. Talvez a moça da administração do condomínio não tivesse tanta consciência disso antes de executar o exercício rotineiro de bater de porta em porta, às 11 horas da manhã, pedindo para desligar a lâmpada ainda acesa. “A conta quem paga é todo mundo”, diz ela.</p>
<p>Aos ainda não-condôminos, portanto, um recadinho: ou descubram com nossas gerações as formas mais divertidas e sustentáveis de ser viver em conjunto, numa inter-relação necessária ao nosso bem-estar; ou então se contentem em imaginar que nenhum daqueles problemas típicos de “Prosamim” te afeta, e façam figa, aguardando com muita esperança e expectativa a certeza do prenúncio apocalíptico de 2012.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/502/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/502/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/502/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/502/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/502/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/502/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/502/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/502/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/502/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/502/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/502/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/502/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/502/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/502/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=502&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Conselho Universitário, um conselho aos jornalistas</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 22:53:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[Consuni]]></category>
		<category><![CDATA[Ufam]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="margin-top:8px;margin-bottom:8px;" title="consuni 048" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/09/consuni-048.jpg?w=500&#038;h=286" alt="consuni 048" width="500" height="286" /></p>
<p>Não sei bem se as reuniões dos Conselhos Universitários estão na mesma categoria daqueles tipos de ritos secretos pelo qual o jornalista deve passar despercebido a fim de realizar seu “furo”. Explico meu medo. No último Consuni da Ufam, perguntaram-me por que estaria lá a tirar fotos. “É para o site da Adua, onde trabalho”, respondi humildemente. A tréplica foi um olhar de desconfiança.</p>
<p>Logo, os leitores entenderão que talvez não fosse tão difícil saber o porquê do “pé-atrás”. Caso descubra sobre a possibilidade de plateia nas deliberações do Conselho, volto aqui para convidar os leitores a estarem lá presentes. Morrerão todos de rir. Lá é a última instância por qual passam recursos, por exemplo, de jubilamento: o relator do processo lê o recurso do infeliz aluno retardatário e é acompanhado, quase sempre, de gargalhadas da plateia de conselheiros. Já viram aqueles filmes de julgamento, quando os figurantes cumprem tão bem o papel dos cochichos e vaias no momento das interrogações contra o réu?</p>
<p>Algumas vezes, a decisão mais ajuizada, opinião minha, se sobressai – quase sempre por conta de uma voz sábia de um dos conselheiros: “não entendo os motivos das gargalhadas, o aluno está no direito de recorrer”. Outras vezes, os professores, alunos e técnicos são surpreendidos com pautas bombásticas que surgem nas entrelinhas do aviso de convocação. Um milésimo de segundo para pensar o destino da universidade e o rumo de vida que afetará toda a sociedade.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-494 aligncenter" style="margin-top:8px;margin-bottom:8px;" title="HU5258-001" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/09/hu5258-001.jpg?w=500&#038;h=305" alt="HU5258-001" width="500" height="305" /></p>
<p>Algumas barbaridades, que por vezes pensamos que é fofoca de mau gosto, são lá reveladas por meios dos processos em pauta. O primeiro daquela reunião me motivou a pensar se escrevia esse post quase duas semanas depois, ainda que algumas informações não estão lá táo apuradas. O tal processo faz parte desse pacote de atrocidades que canalhas da universidade cometem contra os cidadãos que habitam ao redor da instituição.</p>
<p>Pedro Souza, requerente do processo em questão, reclama os erros nas notas de residência médica no Hospital Universitário Getúlio Vargas. O relatório do processo poderia ser tão banal quanto aqueles dos jubilamentos, se não fosse as questões que me fazem espantar os olhos. A alegação de Pedro foi confirmada. As notas do aluno e de mais dois haviam sido alteradas. A servidora encarregada do relatório das notas foi afastada do cargo. Pedro não era amigo do “rei”, nas palavras da relatora do processo, e também não fazia parte do baralho de cartas marcadas do coordenador de curso.</p>
<p>Outra voz me chamava a fim de saber para onde iam minhas fotografias. O dono da voz era Pedro Souza. Me chamou para um canto e contou por que haviam forjado suas notas. “Tire foto minha. Leve pro seu jornal”, disse ele muito timidamente. O processo está no meio de tantos outros lidos durante aquele Conselho. E para azar de Pedro, era reunião sem hábitos de receber jornalistas. Ou porque o Consuni é realmente um daqueles ritos secretos a que me referi, ou porque geralmente algumas decisões que podem influenciar cidadãos e cidadãs de nossa casa não interessam.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/491/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/491/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/491/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=491&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os picolezeiros e outros possíveis sobreviventes do apocalipse</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 20:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[apocalipse]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[elite]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia o amazonense vai ser cobaia de alguma experiência intergaláctica, sendo a única espécie humana da Terra imune aos efeitos do aquecimento global. A tese não é minha. É de Márcio Souza, em Fim do Terceiro Mundo, salve engano. Outro dia escutei teorias conspiratórias não tão esdrúxulas em roda de conversa em meio a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=486&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-598" title="200344115-001" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/08/200344115-001.jpg?w=487&#038;h=350" alt="" width="487" height="350" />Um dia o amazonense vai ser cobaia de alguma experiência intergaláctica, sendo a única espécie humana da Terra imune aos efeitos do aquecimento global. A tese não é minha. É de Márcio Souza, em Fim do Terceiro Mundo, salve engano. Outro dia escutei teorias conspiratórias não tão esdrúxulas em roda de conversa em meio a três ventiladores &#8211; um deles já quebrado: Manaus sofrerá, muito breve, impacto parecido com o boom da Zona Franca. Em vez de imigração, o contrário.</p>
<p>Se no início do verão deste ano, o amazonense já não resiste os cérebros em banho-maria, daqui a um tempo haverá uma fuga em massa. A elite manauara é a primeira a escapar, naturalmente. E se não houvesse as possibilidades de uma fuga em massa, se ficássemos aqui presos e ameaçados pelo ardor do aquecimento, então seria a elite amazonense a primeira a cair morta. Digo o motivo, mas antes alerto para as teorias preconceituosas. E também afirmo que gosto de generalizar e não me refiro, neste post, a família e amigos, de quem nunca deixei falarem mal.</p>
<p>Vivo atualmente a experiência de quem troca a rotina de um morador do Centro pelo da Cidade Nova. Sim, literalmente. O esforço para correr pelo assento no ônibus foi trocado pela tentativa, na maioria das vezes vã, de empurrar os passageiros da escada a fim de não ter o pé guilhotinado pela porta de saída. E por isso digo que a alta classe não é imune ao sofrimento, porque aquele pessoal da escada, suados e esbaforidos, soltava risadas de alegria.</p>
<p>Enfrentar a viagem que muitos trabalhadores enfrentam no seu cotidiano exige deles uma paz de espírito incalculável, que buscam quando sobem as escadas e quando começam o expediente. Daí percebo que esses probleminhas da vida são tão meus quanto do Amazonino Mendes. Quando se ignoram os infortúnios de uma viagem maldita, começamos a perceber algumas figuras esquisitas que nos circundam, figurinos das Índias superelaborados, velhinhas apressadas, conversas ao vento, gente tão divertida que parece imune a sofrimento.</p>
<p>Os picolezeiros do fim de tarde dão aula de criatividade. Talvez esses sejam os últimos sobreviventes do fim do mundo. Ontem, o da rota do Manoa, confessou sua indolência: &#8220;vocês já me conhecem, eu tô cansado, não preciso falar mais nada. Resumindo, esse é o melhor picolé da cidade de Manaus&#8221;. Vendeu mais de dez. Outro, da rota pro bairro Amazonino Mendes, para certificar o cliente da qualidade do picolé, avalia o produto apontando-o para a luz, como se fosse nota de 100 reais. &#8220;Esse tá bom!&#8221;. Vendeu mais que o outro. Me diverte o com sotaque castellano. Ele vende balas e caneta multicolorida: &#8220;Usted escribe azul, negro y rojo, pero pagó solamente un real. Relámpago de la promoción&#8221;. Nos acentos, maioria dos passageiros concentrada na leitura do jornal, fenômeno que não se vê nos ônibus rumo à universidade.</p>
<p>Apresentar peça de teatro na feira da Eduardo Ribeiro é desafio a qualquer artista que se alimenta da recepção do público. Dondocas que por lá andam não param de reclamar do próprio suor e fingem que não veem os espetáculos de rua, ali na sua frente, a fim de não serem importunadas. Cito de novo Márcio Souza, para quem a elite amazonense está longe de entender Hamlet. Em vez disso, entende a linguagem do Shopping Center, e sua atenção está calibrada pelo tempo de informação que a televisão bombardeia. Esses, digo eu, são os sofredores de nossa cidade, os primeiros a serem derretidos, escorrendo nas lamas de um planeta em pleno apocalipse.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/486/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=486&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Clayton Nobre</media:title>
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		<title>Post especial aos novos amigos</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 15:21:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia esse post na página do Bufão na revista O Avesso. Não sou de falar, sou de escrever. Alguns sabem disso. Viveria melhor nos círculos sociais e acadêmicos se tivéssemos a oportunidade de parar um instante nossas conversas para divagar por escrito, e com isso, ler o que já foi refletido. Por isso, não se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=484&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font face="Verdana" size="2">Leia esse post na página do Bufão na revista </font><a href="http://oavesso.com.br/obufao"><font face="Verdana" size="2">O Avesso</font></a><font face="Verdana" size="2">.</font> </p>
<p><font face="Verdana" size="2"><a href="http://obufao.files.wordpress.com/2009/08/84487611.jpg"><img style="border-width:0;margin:0 15px 5px 5px;" height="342" alt="84487611" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/08/84487611_thumb.jpg?w=258&#038;h=342" width="258" align="left" border="0"></a> Não sou de falar, sou de escrever. Alguns sabem disso. Viveria melhor nos círculos sociais e acadêmicos se tivéssemos a oportunidade de parar um instante nossas conversas para divagar por escrito, e com isso, ler o que já foi refletido. Por isso, não se sintam odiados quando recebem de mim a velha resposta de que sim, estou bem e que sim, está tudo joia. </font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Andar atualmente com uma cicatriz na testa me incita o preparo de uma resposta já pronta, mas a indolência que tenho a prepará-la e de ter que repeti-la, em todos os encontros, a quem me pergunta com a cara de nojo ou pesar: “o que foi isso, menino?”. Prefiro responder aborrecidamente: “nada”. O certo é que andava distraído, como tenho andado nos últimos dias, e tive a má sorte de me deparar com a quina de uma janela.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Por isso, caros, esse post é elaborado com as segundas intenções de saciar as vontades de quem perquire a internet a fim de saber qual é a desse menino. Digo isso porque deste instante em diante deparo-me com a graciosa oportunidade de que muitos gostam: novas amizades. São esses momentos, podemos perceber, que caracterizam os marcos deixados em nossas vidas. Cada grande amigo que temos representa uma fase de vida, velha ou nova, que fomos inquiridos a enfrentar. E o melhor de todas essas mudanças, quando colam grau, quando mudam de endereço, quando recebem novos projetos a serem desempenhados, bons ou maus caminhos que escolhemos, são essas recompensas que ficam para a gente.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Então, por enfrentar todas essas mudanças em um pacote só, digo aos que aqui fuçam que apesar da chatice, já dizia Mário Quintana que os amigos são nossos chatos prediletos. Também revelo falo com os olhos, alguns já sabem decifrar. Fiquem atentos para a perturbação diária de divulgações e lembretes das peças de teatro que apresentarei. A mais ruim das qualidades é que não tenho a decisão certa a tomar na ponta da língua. Sou indolente, amazonense, portanto, deixem-me pensar.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Um presente aos leitores: poema sobre os bons amigos que encontrei de Machado de Assis. A quem tiver tempo, é só clicar no link de baixo.</font></p>
<p><span id="more-484"></span>
<p><font face="Verdana" size="2"></font><br />
<blockquote>
<p><font face="Verdana" size="2"><strong>BONS AMIGOS</strong></font></p>
<p><strong><font face="Verdana" size="2">de </font></strong><font face="Verdana" size="2"><em><strong>Machado de Assis</strong></em></font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.<br />Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.<br />Amigo a gente sente!<br />Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.<br />Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.<br />Amigo a gente entende!<br />Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.<br />Porque amigo sofre e chora.<br />Amigo não tem hora pra consolar!<br />Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.<br />Porque amigo é a direção.<br />Amigo é a base quando falta o chão!<br />Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.<br />Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.<br />Ter amigos é a melhor cumplicidade!<br />Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,<br />Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!</font></p>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=484&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">84487611</media:title>
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		<title>Digressão rápida sobre jornalismo, turista e itinerários</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 20:31:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia esse post na página do Bufão na revista O Avesso. Já passa um mês o Bufão vem se entristecendo com a desatualização. A responsabilidade pela retomada ainda é maior tendo em vista o leque de pautas que foram deixadas para trás. Mil perguntas surgiam, por exemplo, acerca da posição deste blog em relação à [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=476&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Leia esse post na página do Bufão na revista </span><a href="http://oavesso.com.br/obufao"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">O Avesso</span></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">.</span></p>
<p>Já passa um mês o Bufão vem se entristecendo com a desatualização. A responsabilidade pela retomada ainda é maior tendo em vista o leque de pautas que foram deixadas para trás. Mil perguntas surgiam, por exemplo, acerca da posição deste blog em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a proibição da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo.</p>
<p>Não é que tenho opinião incômoda para a mobilização anti ou pro-diploma. O certo é que, levando-se em conta o embaraço dos parafusos que se formam em minha cabeça e a possibilidade de uma discussão que já está na geladeira, prefiro discorrer sobre este entre outros assuntos a partir de algumas digressões que faço no dia-a-dia. Digressão, digo eu, é aquele momento em que, sem muito a fazer, faz-se uma pausa no pensamento para dedicar a atenção a algo que lhe surge momentaneamente.</p>
<p><img class="alignleft" style="margin:10px 12px;" src="http://oavesso.com.br/obufao/files/2009/07/76952635.jpg" alt="76952635" width="263" height="431" />Este post se dedica a um caso ocorrido ontem ainda. A Universidade Federal do Amazonas, cheia de acadêmicos que vieram conhecer a instituição por conta da SBPC ou Enapet, é observada pela primeira vez ao vivo por uma série de turistas entusiasmados. A caminho da Ufam, cada grupo de 10 árvores que era visto no ônibus que percorria o Centro, a Cachoeirinha ou o Japiim, era apontado por uma turista &#8220;cara de pesquisador&#8221;, que indagava: &#8220;chegamos à universidade&#8221;?</p>
<p>O fato que trago à discussão (desculpem a digressão da digressão) ocorreu quando uma dessas meninas branquinhas entrou na linha 616, às 21h, e, com o ônibus já em percurso, pediu com o ar gentil de solicitude ao motorista: &#8220;quando esse ônibus passar próximo da Vila Olímpica, o senhor me avisa?&#8221;</p>
<p>Daí uma conversa desesperada entre cobradora, passageiros e motorista foi lançada para que a moça pudesse chegar ao alojamento na Vila Olímpica com as melhores vantagens para ela própria tendo em vista o desafio que será feito, uma vez que a linha seguia em rumo completamente inverso.</p>
<p>- Você vai descer na avenida Getúlio Vargas, e de lá pega, anote aí, o 223 ou o 207. E o 214 também.</p>
<p>- Não, fulano, assim ela vai pagar dois ônibus. Ela não tem a carteirinha.</p>
<p>- Mas se ela não pagar dois ônibus, não chega à Vila Olímpica.</p>
<p>- Mas é claro que chega. Moça, chama esse rapaz. (Ao rapaz) Você sabe que ônibus do T2 passa na Vila Olímpica?</p>
<p>- Oi? Pelo que saiba, nenhum.</p>
<p>- Ih, então o jeito é pagar dois ônibus mesmo.</p>
<p>- Não tô dizendo&#8230; Você desce na Glacial, e espera o 223, 207 ou o 214.</p>
<p>Outro passageiro: &#8211; Mas ela vai pegar dois ônibus.</p>
<p>- Fazer o quê?</p>
<p>- Deixa eu dizer. Ela pode descer no T2, pegar o integração pra ir ao T1. De lá, tem um monte de ônibus que vai pra Vila Olímpica.</p>
<p>- Então é isso. Vem cá, você vai descer no primeiro terminal. Lá você pega o integração e no outro terminal você espera os ônibus pra Vila Olímpica?</p>
<p>- Quais ônibus?</p>
<p>- Espera aí, chama esse moço de novo. (Ao rapaz novamente) Quais ônibus da Vila Olímpica passam no T1?</p>
<p>- Se não me engano, 201 passa.</p>
<p>- Você falou que passa um monte&#8230;</p>
<p>- É, mas não sei quais passam, nem moro lá perto.</p>
<p>- Eu acho melhor ela descer na Getúlio Vargas, pagando dois ônibus e pronto.</p>
<p>- Mas eu vou pagar dois ônibus todo dia?</p>
<p>- Não, filha. Você nunca mais suba nesse 616 pra ir para a Vila Olímpica. Pegue o 125 e desça no Terminal da Constantino Nery.</p>
<p>Daí a moça desceu no terminal da Cachoeirinha, meio grata, meio receosa. O motorista, que parecia já ter se distanciado da conversa, acende atrasado uma lâmpada:</p>
<p>- Olha a leseira. Era só ela ter pegado o 215. Ia direto.</p>
<p>Termino o post dizendo que compreendo o direito de liberdade de se expressão das pessoas. Assevero a fala de que a opinião é diversa e a manifestação plural desta é um dever da mídia, dos cidadãos, das organizações, dos bares e academias de educação física. Agora fato é fato. Contextualizar informações, mediar opiniões, apurar e difundir da maneira mais clara possível é tarefa dura, exige inteligência e, sim, caros, aprendizagem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/476/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/476/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/476/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=476&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A era das perguntas off. Faltei essa aula.</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 17:38:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia esse post na página do Bufão na revista O Avesso. Devo ter faltado algumas aulas importantes no curso de jornalismo, porque o ponto do meu cérebro onde são formadas minhas opiniões está em clima de samba do crioulo doido, de modo que peço socorro. Estão comentando aí que a Petrobras está violando o “sigilo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=474&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><font face="Verdana" size="2">Leia esse post na página do Bufão na revista </font><a href="http://oavesso.com.br/obufao"><font face="Verdana" size="2">O Avesso</font></a><font face="Verdana" size="2">.</font>
<p align="center"><img height="134" alt="pbs" src="http://oavesso.com.br/obufao/files/2009/06/pbs.jpg" width="503"></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Devo ter faltado algumas aulas importantes no curso de jornalismo, porque o ponto do meu cérebro onde são formadas minhas opiniões está em clima de samba do crioulo doido, de modo que peço socorro. Estão comentando aí que a Petrobras está violando o “sigilo dos órgãos de imprensa”, e digo isso com uma pitada de sorriso mordaz na ponta da boca, pois sempre achei que sigilo e imprensa fossem palavras completamente antagônicas.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">O fato que cito tem relação com a criação do blog </font><a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/"><font face="Verdana" size="2">Fatos e Dados</font></a><font face="Verdana" size="2">, da Petrobras. Pela primeira vez algo aconteceu nessa Comissão Parlamentar de Inquérito que nos fizesse lembrar quem era o alvo dos investigadores, se não o PT, o Governo e os oposicionistas. A assessoria da Petrobras decidiu criar um blog para publicar as perguntas off que os jornalistas enviam para a empresa, assim como o posicionamento “politicamente correto” da Petrobras ante as reportagens que veem na mídia, com direito a divulgação via twitter.</font>
<p><font face="Verdana" size="2"><img style="margin:0 15px 0 5px;" height="302" alt="tintinreporter" src="http://oavesso.com.br/obufao/files/2009/06/tintinreporter.jpg" width="260" align="left">Parece que os colegas jornalistas do Globo e da Folha de S. Paulo ficaram insanos da vida quando viram suas perguntas publicadas, e as respostas reenviadas, para todo mundo ver. É certo que é exagero meu gritar contra a existência de sigilo de órgãos da imprensa. (Muitos aqui deveriam executá-la para preservar o nome de nossos amigos jornalistas ameaçados). Mas, professores de jornalismo, socorro, não me explicaram esse troço de perguntas off.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Na prática do jornalismo, quando a fonte menciona o nome “off”, meus ouvidos acendem aceleradamente e ganho interesse pela reportagem. A vontade é de publicar, e, sendo informação, gravo e publico. É engraçado perceber como as funções agora se invertem e não há mesmo mocinho e vilão nessas contendas corriqueiras entre assessor de comunicação e jornalista. Vi nas salas de aula uma briguinha tola que acusavam RP’s de “omissores” dos fatos, e também os jornalistas pela agonia de publicá-las a todo custo. Essa discussão continua. Dia desses presenciei uma parecida.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Os blogs, já diziam nessa época de sua disseminação, eram ótimas ferramentas para que jornalistas publicassem seus textos off, suas matérias censuradas, etc. Arrisco-me a dizer que parece que a Petrobras (me perdoem se outra empresa já fez isso antes) quer virar uma página da teoria do jornalismo, e ser alvo de discussões nas aulas de ética. Preciso participar desses debates pois meu cérebro necessita de opiniões alheias.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Desculpem minha ignorância, nem conheço muito a linha editorial desses jornais, e pouco sei sobre as discussões que envolvem a cobertura da tal CPI. Mas me parece que a Petrobras, que não é burra, quis experimentar uma carapuça nos jornalistas paulistas, frustrados da vida. E parece que a roupa serviu.</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/474/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=474&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>As últimas da trupe da Samara</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 00:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Sete dias depois e nada de profecia concretizada. Nenhum telefonema com chamados estranhos, água transbordando em televisão, escada, árvore, nada. Desculpem o post repetitivo, mas trabalhando na Associação dos Docentes da Ufam (Adua), e ainda que monografia, Baião de Dois e maratona Lost tenham preenchido o meu final de semana, é impossível me distanciar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=463&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">&nbsp;<img style="border-width:0;margin:0 5px 5px;" height="323" alt="image" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/image.png?w=479&#038;h=323" width="479" border="0"> </p>
<p><font face="Verdana" size="2">Sete dias depois e nada de profecia concretizada. Nenhum telefonema com chamados estranhos, água transbordando em televisão, escada, árvore, nada. Desculpem o post repetitivo, mas trabalhando na Associação dos Docentes da Ufam (Adua), e ainda que monografia, Baião de Dois e maratona Lost tenham preenchido o meu final de semana, é impossível me distanciar dos fatos relacionados à agressão em sala de aula &#8211; cometida já faz uma semana, tema do último post.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">A alguns curiosos que me perguntam notícias que a Adua tem em relação ao caso, basta acessar a </font><a href="http://www.adua.org.br/"><font face="Verdana" size="2">página</font></a><font face="Verdana" size="2"> da entidade na internet (<i>merchan</i> básico). Para resumir, vou relatar brevemente, com o tempo que as atribulações me permitem, um pouco dos desdobramentos e repercussões que todos estão aflitos para saber.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Verifiquei hoje cedo que o ator que interpretou a Samara Aziz (versão Amy Winehouse, conforme apontou meu amigo Fábio no Twitter), durante ato público de sexta-feira, passa bem e não sofreu atentados surpreendentes em suas caminhadas rotineiras nas noites do Centro de Manaus, e sim, está com os dentes mantidos no lugar. </font>
<p align="center"><font face="Verdana" size="2"><img style="border-width:0;" height="211" alt="samarafofa" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/samarafofa_thumb.jpg?w=188&#038;h=211" width="188" border="0"><img style="border-width:0;margin:10px 5px 0;" height="211" alt="atopublico 252" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/atopublico-252.jpg?w=184&#038;h=211" width="184" border="0"> </font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Os diretores da Adua, mais o estudante que vos fala, também gozam de perfeita saúde e o dia na universidade parece ter sido tão corriqueiro quanto sempre o foi, sem água, sem telefone. Mas não dá pra criar teorias conspiratórias relacionando isso ao caso Aziz. Só não posso passar notícias do anônimo internauta </font><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=9459574360876973092"><font face="Verdana" size="2">V de Vendeta</font></a><font face="Verdana" size="2"> por segurança e ignorância. Só sei que a comunidade no Orkut &#8220;</font><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?rl=cpn&amp;cmm=90064149"><font face="Verdana" size="2">Porrada na Samara</font></a><font face="Verdana" size="2">&#8220;, criada pelo sujeito, não parece ter mobilizado rapidamemte a comunidade universitária, em suas manifestações politicamente corretas de paz e amor ao próximo.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">O reitor da Ufam continua em Brasília e participou de uma grande condecoração, no Senado Federal, que homenageou a universidade pelo seu centenário entre outras flores. Qualquer encaminhamento em relação aos problemas e mazelas da instituição, ele manda dizer que passou o bastão para um de seus pró-reitores. Aqui na Ufam, o reitor em exercício Edmilson Bruno promete ligar para o reitor amigo a fim de saber se ele vai fazer, uma semana depois, uma bendita notinha pública contra o atentado na universidade.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Sobre a repentinamente mal-amada Samara, parece que esta se esvaneceu. Em reunião da reitoria com professores, foi acertado que uma Comissão de Inquérito da Ufam será convocada hoje, por meio de portaria prometida pelo reitor em exercício, para resolver o futuro da garota na instituição. Os alunos, entretanto, querem tomar para si essa decisão. Há quem diga que ela passou para a faculdade Martha Falcão (para graça do jornalismo local, ela vai pra outro curso: Direito). A próxima manifestação, se ainda sobrar o calor pela expressividade anti-Aziz, será nos corredores da faculdade particular.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">E na imprensa local, destaco dois artigos. Um, de autoria do professor Aldisio Filgueiras, conseguiu de alguma forma passar pelo crivo dos olhos do Amazonas Em Tempo e será fixado nas paredes da universidade. A outra é do colega do primeiro, o escritor Márcio Souza. Ele compara Samara Aziz a qualquer outro deliquente, por compartilhar o mesmo cinismo, truculência e impunidade de um menino que brinca com metralhadoras. Ele pede para fechar as portas da Ufam caso o fato da agressão fique impune, uma vez que estará comprovada a ausência de liberdade de cátedra da instituição. Alguns alunos já pensaram em preparar, para qualquer dia desses, uma cruz enterrada em frente à Ufam, com o epitáfio: &#8220;Aqui jaz uma universidade&#8221;.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">P.S.: De presente os cartazes que tanto pediram&#8230;</font> </p>
<p><span id="more-463"></span>
<p align="center"><a href="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/samara_peq1.jpg"><img style="border-width:0;margin:10px 5px 0;" height="624" alt="SAMARA_peq" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/samara_peq_thumb1.jpg?w=445&#038;h=624" width="445" border="0"></a></p>
<p align="center">&nbsp; <a href="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/samara2peq1.jpg"><img style="border-width:0;margin:10px 5px 0;" height="623" alt="SAMARA2peq" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/samara2peq_thumb1.jpg?w=440&#038;h=623" width="440" border="0"></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&amp;blog=2163748&amp;post=463&amp;subd=obufao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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