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Archive for the ‘Maloca Digital’ Category

Olho no Trânsito

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O que dizem as autoriadades e as sociedades sobre o trânsito no Amazonas? A questão foi o mote para um trabalho realizado em sala de aula por alunos do 8º período do curso de Relações Públicas da Ufam. O professor Nivaldo Moura, que ministra a disciplina Teoria e Pesquisa de Opinião Pública, pretendia avaliar na prática o que os estudantes aprenderam na teoria. “Eles escolheram, então, o tema sobre o trânsito na cidade e chegaram a uma expressividade prática do conteúdo aplicado em sala de aula”, disse o professor.

flagras28O resultado foi apresentado em aula por meio de dois banners, um VT, uma apresentação em slides e um painel fotográfico. O tema intitula-se “a realidade do trânsito em Manaus”. A equipe da Maloca Digital vai divulgar, por meio de pequenas matérias espalhadas em nossa página, algumas informações que a turma de Relações Públicas coletou durante o trabalho.

Acesse a Maloca Digital: www.malocadigital.ufam.edu.br

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Novo curso de jornalismo na Ufam

17 Dezembro 2008 Clayton Nobre 3 comentários

PROFESSORES SE PREPARAM PARA UM SALTO DE QUALIDADE

Os estudantes que ingressarem no curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) no ano de 2009 deverão entrar na academia com o pé direito. Os futuros calouros de jornalismo serão os primeiros matriculados no novo projeto pedagógico do curso, com estrutura curricular atualizada, entre outras novidades. Uma comemoração que não é só deles, mas também dos professores, egressos, finalistas e, muito em breve, da sociedade.

A notícia pareceu não ter chocado tanto de felicidade os outros professores como me chocou em reunião do Departamento de Comunicação Social esta semana, quando o professor doutor Gilson Monteiro entregou a estrutura com as primeiras disciplinas. Colegas de classe sabem que a batalha por um novo currículo não foi tão simples quanto provavelmente imaginarão os futuros calouros. Foram necessárias muitas reuniões. Algumas lotadas, outras esvaziadas. Muitos ataques, opiniões fortes, fracas. Um grupo de alunos acompanhando de perto toda a elaboração do projeto, dando pitacos. Outro grupo observando, de longe, e perguntando a todo instante se ia dar certo, se valia a pena, quando ia começar, “ano que vem?”, “cadê?”, “isso vai demorar?”.

O projeto pedagógico não será aplicado integralmente no próximo ano, mas o primeiro período já será no sistema modular. As disciplinas são:

Oficina de Leitura e Produção de Textos I,

Métodos e Técnicas do Estudo e da Pesquisa Científica,

Fundamentos de Fotografia e Imagem,

Sociologia da Comunicação,

Planejamento Visual, Editoração Eletrônica e Webdesign e

Tópicos Especiais em Jornalismo.

O agrupamento das disciplinas em um módulo possibilita maior interdisciplinaridade e avaliação constante do exercício tanto de ensino como de aprendizagem. Na prática, os professores do módulo trabalharão juntos na elaboração das ementas, planos das aulas e agenda de avaliações para que as disciplinas funcionem em conjunto, e não em confronto.

A nova idéia provocará – esperamos – uma melhoria no método de ensino de alguns professores. Trabalhando em conjunto, muitos atos contrários à boa aprendizagem serão inibidos. Será mais fácil  verificar se os professores seguem o plano de curso proposto e se suas aulas são compreendidas. Os alunos ganham, mas precisam ter cautela. Como nas estruturas de Ensino Médio, eles precisarão ser aprovados no módulo inteiro para matricular-se no próximo. Um ponto que pode levantar discórdias e causar problemas, mas, de fato, é útil e compreensível.

Alunos do primeiro período, então, já terão contato direto com disciplinas da área do jornalismo e com os professores experientes da lista de docentes do curso: Ivânia Vieira, Narciso Lobo, João Bosco e Tom Zé. Haverá ainda a contratação de um professor substituto, que irá fazer parte da nova idéia.

O sucesso significa bons resultados por uma série de motivos. Também não é difícil apontar as desvantagens, mas fico contente em declarar que, por parte dos professores de Jornalismo, há uma grande esperança que a idéia dê certo. É um salto na qualidade do ensino da profissão.

Permitam-me agora fazer uma digressão pessoal. Esse é o fato que precisava ter acontecido antes de eu finalizar esse curso. Deixo na universidade um mínimo de contribuição e uma vontade muito grande que alunos mais novos tenham momentos ainda melhores que esses que eu tive na academia, com todos os contratempos e felicidades. Ficarei com muita inveja dessa nova turma. Mas, alguns anos mais tarde, estarei comemorando o fato de ter presenciado, ainda que nos últimos instantes, a efetivação dessa batalha.

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Curta 12 Horas

15 Dezembro 2008 Clayton Nobre 1 comentário

ESTUDANTES DESAFIADOS APRESENTAM RESULTADO

Já está no YouTube o resultado da oficina Projeto Curta 12 Horas, da 18ª Semana de Comunicação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Os participantes que haviam se inscrito no projeto, durante o evento, foram desafiados a participar da produção de um curta-metragem em 12 horas. O nome do filme é Doze e está disponível abaixo.

O alicerce para a produção do curta foi um vídeo intitulado Imparcial, uma idéia de um grupo de cineastas de Porto Alegre (RS) que criaram o Cinema Soco. O nome causa inquietação. E essa é a idéia dos curtas Imparcial e Doze. Inspirado na técnica literária do escritor James Joyce de transcrever em suas obras monólogos interiores, o vídeo apresenta respostas breves a um questionário inusitado

O responsável pelo desafio foi o relações públicas Aldemar Matias, egresso do curso de Comunicação Social da Ufam. Ele é um destaques no meio audiovisual por conta do prêmio que ganhou no V Amazonas Film Festival. O filme “A Profecia de Elizon”, também disponível no YouTube, foi eleito pelo júri do festival o melhor curta-metragem digital inscrito no evento.

Para o Projeto Curta 12 Horas, a idéia de Aldemar foi fazer com que os participantes da oficina tivessem uma visão diferenciada do curta-metragem. “Espero que eles conheçam novas possibilidades de produzir uma obra consistente independente de orçamento”, disse, no primeiro dia de oficina.

Veja abaixo a primeira e a segunda parte do curta Doze e o curta original Imparcial.

 

 

 

Como o Orkut pode salvar uma empresa

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Algumas empresas proíbem o uso do site de relacionamentos Orkut por seus funcionários. Outras estão ganhando com isso. Este ano, alunos do curso de Relações Públicas estão aprendendo como muitas empresas vêm recorrendo às mídias sociais, como Orkut, Twitter e blogs corporativos, para potencializar as relações com seus públicos.

Esse recurso foi usado na campanha do presidente eleito Barack Obama, nos EUA. Mídias sociais ajudaram o candidato a se aproximar do público mais jovem. Muitas vezes, essas mídias também são grandes ferramentas para gerenciamento de crises. É esse o campo que despertou o interesse da aluna Neyruska Termineles. Ela vai fazer o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre o papel da internet no gerenciamento de crises. “Adorei esse tema. Sou blogueira há sete anos”, disse, preparada para fazer um estudo de caso de alguma empresa cuja crise foi gerenciada por conta da Internet.

orkutA estudante Aliene Garcia, também finalista do curso, vai fazer monografia com a mesma temática. “Eu vou verificar como a empresa Vivo utiliza o blog corporativo como ferramenta de relações públicas”, afirmou.

A “descoberta” do potencial dessa ferramenta surgiu quando gestores passaram a perceber que muitas pessoas já a utilizam para criticar as ações de algumas empresas. Hoje, elas buscam se precaver usando o mesmo meio. “Agências especializadas aproveitam as mídias sociais para defender a reputação da empresa”, disse a professora Aline Lira, do curso de Relações Públicas da Ufam.

Mais estudos

Profissionais da área de comunicação necessitam estudar bem essa nova ferramenta. De acordo com Aline, já há agências utilizando as mídias sociais de forma antiética. E as outras empresas que ainda não conhecem a nova ferramenta, precisam se atualizar.

Leia esse texto também no site da Maloca Digital, a revista eletrônica da Universidade Federal do Amazonas.

Expocom 2008

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AMAZONAS LIDERA NÚMERO DE TRABALHOS NO EXPOCOM NORTE 2008

Se depender do número de inscrições, os estudantes de comunicação do Amazonas têm mais chances de levarem o prêmio Expocom do VII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Norte, a ser realizado em Boa Vista, Roraima, nos dias 19, 20 e 21 de junho. Dos 45 trabalhos enviados, 22 são de Instituições de Ensino Superior do Amazonas. Esse é um dado parcial realizado em 24 de abril e divulgado no blog do evento: www.intercomnorte2008.blogspot.com.

Quem quiser enviar trabalho, ainda dá tempo. O prazo para inscrição foi prorrogado para segunda-feira, 5. Os interessados devem entregar seu projeto ao coordenador do curso de sua instituição de ensino e, pela internet, fazer inscrição para participar como congressista do Intercom Norte 2008. Se o trabalho for aprovado pelo coordenador de curso, o congressista irá defender seu projeto em Boa Vista e concorrer a uma vaga na mesa da Expocom em Natal, no Congresso Nacional.

O Expocom é uma exposição de pesquisas experimentais em comunicação realizada dentro do Congresso da Intercom. Desde o ano passado, com a retomada dos congressos regionais, os trabalhos enviados para o Expocom são selecionados por região. Ficou mais fácil para os estudantes de comunicação da região Norte serem aprovados no Expocom. É bom não perder a oportunidade.

Leia essa matéria na Maloca Digital

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Mídia em Debate

6 Dezembro 2007 Clayton Nobre 2 comentários

O site da Maloca Digital está com alguns problemas técnicos. Esse é um texto que tentei publicar hoje, sem sucesso. É sobre o projeto da Graciene com o pessoal da turma. Sucesso para todos vocês, meninos!

Novo programa será lançado na TV Ufam por alunos de Jornalismo

  

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Estréia no dia 13 de dezembro, quinta-feira, o programa de televisão Mídia em Debate, na TV Ufam, às 20h. Os alunos e professores de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) puderam conhecer mais a fundo o projeto na manhã de hoje, durante o evento de lançamento do programa no auditório Rio Javari, Faculdade de Tecnologia (FT), no Setor Norte da universidade. 

Fizeram suas declarações durante o lançamento a professora Maria Magela, representando a Pro-Reitoria de Extensão e Interiorização (Proexti); a professora sub-chefe do Departamento de Comunicação (Decom), Ivânia Vieira; o presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Amazonas, César Wanderley e a professora coordenadora do projeto Mídia em Debate, Graciene Siqueira. Todos felicitaram os estudantes que deram um passo à frente no curso de comunicação e implantaram o projeto de programa televisivo de debates. A Proexti já apóia outros projetos do Decom que visam contribuir com a formação acadêmica de estudantes em áreas como rádio, internet, agência de notícias e cinema. Faltava um projeto que estimulasse alunos interessados em apresentação e produção de telejornal.   

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O Programa 

O programa Mídia em Debate foi implantado a partir da vontade da professora Graciene e estudantes do 5º e 7º período de jornalismo da Ufam em realizar um projeto voltado para o telejornalismo. Surgiu do grupo a idéia de desempenhar um programa de debates que discutisse questões sobre a mídia. Mensalmente, alguns nomes relevantes no cenário jornalístico e de comunicação do Amazonas serão convidados para debater um tema na TV. Parte da equipe do programa colherá perguntas e dúvidas pertinentes ao tema nas ruas e nas universidades. 

Fazem parte do projeto os estudantes Bruno Saldanha, Gislane Prazeres, Livya Braga, Marcus Cordeiro, Rachel Mourão e Raphael Cortezão. O contato com o grupo pode ser feito por meio do e-mail midiaemdebate@gmail.com e do telefone 8817-3104. Também há uma página na internet na qual interessados podem conferir vídeos e pautas do programa. O endereço é www.midiaemdebate.com.

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O Calouro Mariposa

 

Renato estava dormindo antes de cair da árvore e ver-se transformado em uma horrenda mariposa. Seu corpo era tão belo quanto o de uma borboleta, só não havia apreciado suas asas velhas e enrugadas. E por uma lastimosa sorte, eram as asas que auferiam maior visibilidade. 

Quando se encontrou com as outras mariposas, sentiu que deveria ter aproveitado mais a vida enquanto imaturo. Engraçado ele ter aquela visão pois, uma vez larva, ele invejava com intemperança o voar das aves e dos insetos. Renato parecia não ter noção de que aquele momento era o mais aguardado em toda a sua vida insignificante. Insignificante porque antes ele não tinha tanto a fazer sem as amplas possibilidades proporcionadas por aquelas asas. 

Escolhi relatar a síntese da história de uma mariposa na falta de melhor inventividade para misturar temas como maturidade e ingresso à universidade. Quis fazê-lo em um único texto porque não há feitio que torne longa a distância entre calouro e maturidade. Usar o inseto como ilustração me surgiu por causa da leitura de A Metamorfose. Não sei ao certo qual era a intenção de Kafka ao escrever história tão bizarra, mas me imaginei quando calouro no momento em que Gregor Samsa acordou transformado em um gigantesco inseto. 

Os hábitos alimentares mudaram, assim como as amizades, nossas trajetórias, entre outras coisas. Tudo isso após o ato de escolha da profissão, o primeiro da vida adulta. E como seria diferente se a escolha fosse outra – ou se permitisse que outros a fizessem. O vislumbre que ainda está guardado em minha memória emotiva desde o primeiro dia de calouro confunde-se com o medo de começar a tomar decisões. Nossas ações não são mais as mesmas quando compreendemos que, agora, somos os únicos responsáveis pelo nosso bem-estar. 

O que nos diferencia de Renato – e nos aproxima de Gregor – é o fato de que muitos demoram a perceber a metamorfose – ou talvez ainda nem a tenham sofrido. Nas salas da universidade, ainda esperam a solução dos problemas acadêmicos surgir como um fruto na árvore. 

Graças a essa discussão, entendi porque muitos não conseguem adaptar-se ao meio acadêmico: é imaturidade. Procurem essas pessoas e descubram como levam suas vidas e descobrirão que não estou mentindo. A universidade deve ser vista como exercício. O vislumbre dos calouros logo será aniquilado se a universidade for compreendida de forma inequívoca, em uma unidade academicista. 

Se voltar a historieta da mariposa para explicar melhor minha tese, diria que Renato logo descobriria que o voar das aves e dos insetos é um trabalho monótono, árduo e enfadonho. Mas é somente por meio dele que Renato descobriria os caminhos adequados para o seu bem-estar. E no final, vai adorar ter a capacidade de voar e ser invejado pelos lagartos.

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