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Archive for the ‘Comentários’ Category

Para lembrar Chaplin

image Já faz três dias completou 120 anos o nascimento de Charles Chaplin. E já que não temos a boa televisão para fazer essa justa lembrança, a nós, amantes, resta-nos fazer por intermédio da Web.

Para Chaplin, “cada dia que se passa sem um riso é um dia perdido”. O Bufão espera contribuir com a assertiva do artista, postando uma cena de um de seus vídeos (e algumas frases que gosto) àqueles que estiverem em seus afazeres fatigados, sonolentos e retardados. Assim, animamos ao menos o resto de carcaça que sobrou desse legendário personagem.

P.S.: Havia postado que 120 anos era aniversário de morte de Chaplin. Besteira. Ele morreu em 1977. Já corrigi.

 

Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade.

 

Há uma coisa tão inevitável quanto a morte: a vida.

 

 

O cálculo da felicidade

29 Janeiro 2009 Clayton Nobre 1 comentário

imageVocê vale cada centavo que recebe? O questionamento me chamou a atenção quando li matéria na Superinteressante, edição de fevereiro. Também pretendo usar a mesma linha de raciocínio para citar outro texto relevante da mesma edição da revista, sobre vocação e talento. Adianto logo que não é leitura para agradar gregos e troianos, judeus e palestinos. Ainda assim escrevo e já vou me habituando a feedbacks acalorados.

A IBM já está desenvolvendo na prática um projeto que visa catalogar 50 dos 300 mil funcionários da companhia. A meta é medir a produtividade de cada empregado. O serviço pode ser útil para promoções, seleções e, se perpetuarem os tempos de crise, demissões. Nunca fui fã de números, mas aviltou-se em mim um desejo insopitável de que essa não fosse somente mais uma ideia conspiratória e sem futuro divulgada pela Superinteressante. E começo a pensar que, neste caso, os números podem ser grandes amigos.

Você deve conhecer, leitor, mais de dezenas de pessoas que exercem alguma atividade sem talento para tal. Pior que a falta de talento, é a falta de interesse. Você conhece, leitor, e se a carapuça couber, não se sinta acuado de eu estar falando de você. Encontramos milhares de pessoas bem remuneradas e infelizes no serviço, isso não é balela. O escritor Márcio Souza escreveu em artigo no jornal A Crítica, condenando especificamente o corpo administrativo do município de Manaus:

“Estive na administração federal por 12 anos e vi muita excentricidade burocrática, mas nada parecido com as sandices da burocracia municipal desta sofrida capital: é assessor jurídico que não sabe nada de direito administrativo, é secretária que não sabe escrever, é um administrador que não sabe abrir um processo ou prestar contas. Tudo isso engessa e paralisa a administração da cidade, beneficiando os parasitas”.

Eu generalizaria o que o autor escreveu, sem pena. Os parasitas não estão apenas na administração municipal. Estão nas escolas, nas universidades, nas redações dos jornais, em qualquer departamento. Gosto muito de citar dados científicos para comprovar meus argumentos. Mas como não os tenho nas mãos por ora, e na tentativa de fugir um pouco da religião, publico o que prefiro chamar de teoria conspiratória da infelicidade.

funcionarioFelicidade é coisa que talvez se descubra no clímax da maturidade. (Sim, isso tem tudo a ver com o texto que você se propôs a ler). Felicidade é coisa que todos queremos, mas ninguém sabe direito o que é porque não podemos tocá-la. E os parasitas querem conquistá-la assim, no toque.

Digo por experiência pessoal que as escolas não preparam seus parasitinhas a conquistar a felicidade além do toque. Em muitos lares, até mesmo a educação doméstica segue o princípio inadequado. Crescemos com o objetivo do acúmulo, da sensação imediata. Daí os empregados que padecerão com a tal máquina da medição de produtividade. Porque milhares de pessoas se formam com o objetivo do acúmulo, e não valem o que produzem. Não consegue acompanhar minha viagem? Então responda: entre dois empregos, qual você escolheria? É o dilema que vejo todos os dias, e dou risadas com o critério das pessoas. E ainda sou julgado. Para muitos, felicidade é balela de gerações jurássicas.

Outra constatação, e afirmo que é opinião pessoal baseada numa observação muita imatura, é que os parasitas, esses que baseiam suas felicidades no acúmulo, são os que já têm bastante acumulado. Vejam os concursos públicos, é uma briga injusta. Entra quem não precisa. São pessoas que preferem viver sem riscos. Quem ganha o risco é a nação, que emprega uma série de talentos que vão trabalhar para operacionalizar a máquina estatal, que não avança, estagna, não promove o crescimento econômico. Por outro lado, vejo pessoas sem renda, que nasceram sem condições de avaliar o futuro, que passaram por outras escolas e batalhas, e resistem para fazer o que gostam, porque sabem que a recompensa será muito maior.

funcionario2Por isso, vou me travestir agora de conselheiro budista ou autor de livro de autoajuda, e propor a todos uma análise bem caprichada de seus verdadeiros talentos. A aptidão para determinadas atividades está em nosso DNA, diz a Superinteressante. O sucesso da vocação está na união da aptidão e do interesse. Faça logo sua autoavaliação antes que cheguem os tais numerati com suas máquinas. Exerça seu talento. Desenvolva sua aptidão porque ela tem uma data-limite.

Ao descobrir que está desempenhando uma atividade para o qual não tem talento, caia fora. Assim, você não atrasa o país, promove o avanço e no final das contas estará mais perto de ser feliz. Se tiver dificuldade para descobrir se aquilo faz parte ou não da sua vida, então falte um dia o trabalho e reflita em casa. Pior que levar sermão do chefe e dos demais funcionários, é descobrir que, afinal de contas, você não fez falta.

PS.: As imagens são de uma animação bem legal que encontrei na net: http://www.localhost.nl/stuff/flash/office.swf

Pró-legalização com dinheiro público

14 Janeiro 2009 Clayton Nobre 1 comentário

O mesmo ministro que declarou que o aborto é uma “questão de saúde pública” financiou, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o documentário O Fim do Silêncio, de Thereza Jessourron. O ministro em questão é José Gomes Temporão, que comanda a pasta de saúde e recebeu um grande crédito nacional por pronunciar a frase do ano de 2007 (opinião do blogueiro tá, senhores leitores):

– Se os homens ficassem grávidos, essa questão do aborto já estaria resolvida há muito tempo.

A polêmica agora é reacendida – não com a mesma chama – por conta do documentário financiado com o nosso dinheiro, concorde você com a frase ou não. Daí, surgem adeptos em favor da vida que reclamam da imparcialidade do vídeo, como se fosse jornalístico.

A resposta a todos os dedões apontados na cara do ministro pode ser respondida pelas mulheres que participam do documentário, outras que ainda se encontram cerceadas pelo não-direito à decisão e mais outras mulheres que convivem com você, suas vizinhas, parentes, amigas. Qual a opinião delas?

Entrei no Youtube algumas cenas do documentário (o original tem 52 minutos).

CategoriasComentários, Vídeos

Iranduba e a Alice de Tim Burton

20 Novembro 2008 Clayton Nobre 1 comentário

Vem chegando o último período de aulas na universidade, e os trabalhos, leituras e eventos impedem a atualização do blog. No último fim de semana, estive em Iranduba para produzir, junto com minha fiel equipe parceira, uma reportagem sobre a construção da Ponte do Rio Negro.

As viagens de 2008 tiveram um destaque especial em minha carreira e contribuiram para uma visão de mundo mais abrangente. Se Rio Branco ampliou minhas visões sobre o teatro, o trabalho em Iranduba me fez enxergar com melhores perspectivas o exercícios do jornalismo. Uma dedicação maior teri, daqui para frente, sobre o desconhecido e as manifestações que nos perpassam invisíveis à nossa ignorância.

Nada mais tenho a postar, então dedico esse encerramento a imagens que não me saem da cabeça: Tim Burton filmando Alice no País das Maravilhas (a foto de Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco já vazou na net) e Harry Potter e o Enigma do Príncipe com a estréia adiada. 

Abaixo são as fotos de Alice in Wonderland. A atriz é a australiana Mia Wasikowska. Mas minha curiosidade é ver Helena Bonham Carter como a Rainha de Copas. De acordo com o site Omelete, é impossível não imaginá-la gritando: “cortem-lhe ass cabeças!”.

Ah, há também os trailers de Harry Potter. O teaser já havia sido divulgado no blog.

 

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