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	<title>O Bufão &#187; Citações</title>
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		<title>O Bufão &#187; Citações</title>
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		<title>Post especial aos novos amigos</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 15:21:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia esse post na página do Bufão na revista O Avesso. 
 Não sou de falar, sou de escrever. Alguns sabem disso. Viveria melhor nos círculos sociais e acadêmicos se tivéssemos a oportunidade de parar um instante nossas conversas para divagar por escrito, e com isso, ler o que já foi refletido. Por isso, não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=484&subd=obufao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="center"><font face="Verdana" size="2">Leia esse post na página do Bufão na revista </font><a href="http://oavesso.com.br/obufao"><font face="Verdana" size="2">O Avesso</font></a><font face="Verdana" size="2">.</font> </p>
<p><font face="Verdana" size="2"><a href="http://obufao.files.wordpress.com/2009/08/84487611.jpg"><img style="border-width:0;margin:0 15px 5px 5px;" height="342" alt="84487611" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/08/84487611_thumb.jpg?w=258&#038;h=342" width="258" align="left" border="0"></a> Não sou de falar, sou de escrever. Alguns sabem disso. Viveria melhor nos círculos sociais e acadêmicos se tivéssemos a oportunidade de parar um instante nossas conversas para divagar por escrito, e com isso, ler o que já foi refletido. Por isso, não se sintam odiados quando recebem de mim a velha resposta de que sim, estou bem e que sim, está tudo joia. </font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Andar atualmente com uma cicatriz na testa me incita o preparo de uma resposta já pronta, mas a indolência que tenho a prepará-la e de ter que repeti-la, em todos os encontros, a quem me pergunta com a cara de nojo ou pesar: “o que foi isso, menino?”. Prefiro responder aborrecidamente: “nada”. O certo é que andava distraído, como tenho andado nos últimos dias, e tive a má sorte de me deparar com a quina de uma janela.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Por isso, caros, esse post é elaborado com as segundas intenções de saciar as vontades de quem perquire a internet a fim de saber qual é a desse menino. Digo isso porque deste instante em diante deparo-me com a graciosa oportunidade de que muitos gostam: novas amizades. São esses momentos, podemos perceber, que caracterizam os marcos deixados em nossas vidas. Cada grande amigo que temos representa uma fase de vida, velha ou nova, que fomos inquiridos a enfrentar. E o melhor de todas essas mudanças, quando colam grau, quando mudam de endereço, quando recebem novos projetos a serem desempenhados, bons ou maus caminhos que escolhemos, são essas recompensas que ficam para a gente.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Então, por enfrentar todas essas mudanças em um pacote só, digo aos que aqui fuçam que apesar da chatice, já dizia Mário Quintana que os amigos são nossos chatos prediletos. Também revelo falo com os olhos, alguns já sabem decifrar. Fiquem atentos para a perturbação diária de divulgações e lembretes das peças de teatro que apresentarei. A mais ruim das qualidades é que não tenho a decisão certa a tomar na ponta da língua. Sou indolente, amazonense, portanto, deixem-me pensar.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Um presente aos leitores: poema sobre os bons amigos que encontrei de Machado de Assis. A quem tiver tempo, é só clicar no link de baixo.</font></p>
<p><span id="more-484"></span>
<p><font face="Verdana" size="2"></font><br />
<blockquote>
<p><font face="Verdana" size="2"><strong>BONS AMIGOS</strong></font></p>
<p><strong><font face="Verdana" size="2">de </font></strong><font face="Verdana" size="2"><em><strong>Machado de Assis</strong></em></font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.<br />Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.<br />Amigo a gente sente!<br />Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.<br />Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.<br />Amigo a gente entende!<br />Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.<br />Porque amigo sofre e chora.<br />Amigo não tem hora pra consolar!<br />Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.<br />Porque amigo é a direção.<br />Amigo é a base quando falta o chão!<br />Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.<br />Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.<br />Ter amigos é a melhor cumplicidade!<br />Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,<br />Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!</font></p>
</blockquote>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/484/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=484&subd=obufao&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>As &#250;ltimas da trupe da Samara</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 00:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Citações]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; 
Sete dias depois e nada de profecia concretizada. Nenhum telefonema com chamados estranhos, água transbordando em televisão, escada, árvore, nada. Desculpem o post repetitivo, mas trabalhando na Associação dos Docentes da Ufam (Adua), e ainda que monografia, Baião de Dois e maratona Lost tenham preenchido o meu final de semana, é impossível me distanciar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=463&subd=obufao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="center">&nbsp;<img style="border-width:0;margin:0 5px 5px;" height="323" alt="image" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/image.png?w=479&#038;h=323" width="479" border="0"> </p>
<p><font face="Verdana" size="2">Sete dias depois e nada de profecia concretizada. Nenhum telefonema com chamados estranhos, água transbordando em televisão, escada, árvore, nada. Desculpem o post repetitivo, mas trabalhando na Associação dos Docentes da Ufam (Adua), e ainda que monografia, Baião de Dois e maratona Lost tenham preenchido o meu final de semana, é impossível me distanciar dos fatos relacionados à agressão em sala de aula &#8211; cometida já faz uma semana, tema do último post.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">A alguns curiosos que me perguntam notícias que a Adua tem em relação ao caso, basta acessar a </font><a href="http://www.adua.org.br/"><font face="Verdana" size="2">página</font></a><font face="Verdana" size="2"> da entidade na internet (<i>merchan</i> básico). Para resumir, vou relatar brevemente, com o tempo que as atribulações me permitem, um pouco dos desdobramentos e repercussões que todos estão aflitos para saber.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Verifiquei hoje cedo que o ator que interpretou a Samara Aziz (versão Amy Winehouse, conforme apontou meu amigo Fábio no Twitter), durante ato público de sexta-feira, passa bem e não sofreu atentados surpreendentes em suas caminhadas rotineiras nas noites do Centro de Manaus, e sim, está com os dentes mantidos no lugar. </font>
<p align="center"><font face="Verdana" size="2"><img style="border-width:0;" height="211" alt="samarafofa" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/samarafofa_thumb.jpg?w=188&#038;h=211" width="188" border="0"><img style="border-width:0;margin:10px 5px 0;" height="211" alt="atopublico 252" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/atopublico-252.jpg?w=184&#038;h=211" width="184" border="0"> </font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Os diretores da Adua, mais o estudante que vos fala, também gozam de perfeita saúde e o dia na universidade parece ter sido tão corriqueiro quanto sempre o foi, sem água, sem telefone. Mas não dá pra criar teorias conspiratórias relacionando isso ao caso Aziz. Só não posso passar notícias do anônimo internauta </font><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=9459574360876973092"><font face="Verdana" size="2">V de Vendeta</font></a><font face="Verdana" size="2"> por segurança e ignorância. Só sei que a comunidade no Orkut &#8220;</font><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?rl=cpn&amp;cmm=90064149"><font face="Verdana" size="2">Porrada na Samara</font></a><font face="Verdana" size="2">&#8220;, criada pelo sujeito, não parece ter mobilizado rapidamemte a comunidade universitária, em suas manifestações politicamente corretas de paz e amor ao próximo.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">O reitor da Ufam continua em Brasília e participou de uma grande condecoração, no Senado Federal, que homenageou a universidade pelo seu centenário entre outras flores. Qualquer encaminhamento em relação aos problemas e mazelas da instituição, ele manda dizer que passou o bastão para um de seus pró-reitores. Aqui na Ufam, o reitor em exercício Edmilson Bruno promete ligar para o reitor amigo a fim de saber se ele vai fazer, uma semana depois, uma bendita notinha pública contra o atentado na universidade.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Sobre a repentinamente mal-amada Samara, parece que esta se esvaneceu. Em reunião da reitoria com professores, foi acertado que uma Comissão de Inquérito da Ufam será convocada hoje, por meio de portaria prometida pelo reitor em exercício, para resolver o futuro da garota na instituição. Os alunos, entretanto, querem tomar para si essa decisão. Há quem diga que ela passou para a faculdade Martha Falcão (para graça do jornalismo local, ela vai pra outro curso: Direito). A próxima manifestação, se ainda sobrar o calor pela expressividade anti-Aziz, será nos corredores da faculdade particular.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">E na imprensa local, destaco dois artigos. Um, de autoria do professor Aldisio Filgueiras, conseguiu de alguma forma passar pelo crivo dos olhos do Amazonas Em Tempo e será fixado nas paredes da universidade. A outra é do colega do primeiro, o escritor Márcio Souza. Ele compara Samara Aziz a qualquer outro deliquente, por compartilhar o mesmo cinismo, truculência e impunidade de um menino que brinca com metralhadoras. Ele pede para fechar as portas da Ufam caso o fato da agressão fique impune, uma vez que estará comprovada a ausência de liberdade de cátedra da instituição. Alguns alunos já pensaram em preparar, para qualquer dia desses, uma cruz enterrada em frente à Ufam, com o epitáfio: &#8220;Aqui jaz uma universidade&#8221;.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">P.S.: De presente os cartazes que tanto pediram&#8230;</font> </p>
<p><span id="more-463"></span>
<p align="center"><a href="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/samara_peq1.jpg"><img style="border-width:0;margin:10px 5px 0;" height="624" alt="SAMARA_peq" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/samara_peq_thumb1.jpg?w=445&#038;h=624" width="445" border="0"></a></p>
<p align="center">&nbsp; <a href="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/samara2peq1.jpg"><img style="border-width:0;margin:10px 5px 0;" height="623" alt="SAMARA2peq" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/05/samara2peq_thumb1.jpg?w=440&#038;h=623" width="440" border="0"></a></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/463/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=463&subd=obufao&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Cantora Careca</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 15:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por conta da ausência de ares inspiradores, deixo aos leitores do blog um texto que não é meu. Há um outro motivo. Faço a tentativa, e espero não me frustrar, de intigá-los a ser amantes das artes cênicas. O texto que escolhi é um trecho de A Cantora Careca, de Eugene Ionesco. O autor faz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=397&subd=obufao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><font face="Verdana" size="2">Por conta da ausência de ares inspiradores, deixo aos leitores do blog um texto que não é meu. Há um outro motivo. Faço a tentativa, e espero não me frustrar, de intigá-los a ser amantes das artes cênicas. O texto que escolhi é um trecho de <strong>A Cantora Careca</strong>, de <strong>Eugene Ionesco</strong>. O autor faz parte da lista de dramaturgos europeus do teatro do absurdo (que por motivos óbvios, outros preferem chamar de anti-teatro). São peças que tratam da realidade de forma um tanto inusitada. </font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Às vezes nos faltam tempo, disposição, vontade (e coragem) para assistir aos nossos espetáculos. Para não perdemos o tino para apreciar essa arte, basta-nos uma breve leitura. Se acompanhada, melhor ainda.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;</p>
<blockquote><h3><font size="2"><font face="Verdana"><strong>CENA 4 &#8211; O casal Martin</strong></font></font></h3>
<h3><font face="Verdana">&nbsp;</font></h3>
<p><b><font face="Verdana" size="2">(O Sr. e a Sra. Martin sentam-se um em frente ao outro, sem dizer uma palavra. Sorriem timidamente). </font></b>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN:</b> Desculpe minha senhora, mas parece, se não estou enganado, que já a conheço de algum lugar. </font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN:</b> A mim também senhor, parece-me que já o conheço de algum lugar. </font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN: </b>Será que já não a vi em Manchester, por acaso, minha senhora?<i> </i></font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN:</b> É bem possível. Eu nasci em Manchester! Mas eu não me lembro muito bem senhor; não poderia afirmar se já o conheço ou não.</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN:</b> Meu Deus, como é engraçado! Eu também nasci na cidade de Manchester, Minha senhora! </font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN: </b>Como é engraçado!</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN:</b> Que coisa engraçada! Só que eu, senhora, eu vim de Manchester faz mais ou menos cinco semanas!</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN:</b> Que coisa engraçada! Que coincidência interessante! Eu também, senhor, eu vim de Manchester faz mais ou menos cinco semanas!</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN:</b> Eu vim no trem das oito e meia da manhã, que chega a Londres às quinze para as cinco, minha senhora.</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN: </b>Como é engraçado! Como é interessante! Que coincidência! Eu também tomei o mesmo trem, senhor, eu também. </font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN:</b> Meu Deus, como é engraçado! Pode bem ser então, minha senhora, que eu a tenha visto no trem!?</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN:</b> É<i> </i>bem possível, não é incrível, é plausível, e depois por que não? Mas eu não lembro senhor. </font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN:</b> Vim de segunda classe, minha senhora. Não existe segunda classe na Inglaterra, mas assim mesmo eu vim de segunda classe.</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN: </b>Como é interessante, como é engraçado e que coincidência! Também eu, senhor, vim de segunda classe.</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN:</b> Como é engraçado! Talvez nos tenhamos encontrado na segunda classe, senhora minha. </font></font>
<p><font face="Verdana" size="2"><strong>A MARTIN:</strong> É bem possível, e pode muito bem ter acontecido, mas eu não me lembro direito caro senhor!</font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN: </b>Meu lugar era no vagão número oito, décimo sexto compartimento, cara senhora!</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN:</b> Que coisa engraçada! Meu lugar também era no vagão número oito, décimo sexto compartimento, caro senhor!</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN: </b>Eu tenho uma filhinha; minha filhinha mora comigo, minha cara senhora. Ela tem dois anos, é loira, tem um olho branco e um olho vermelho; é muito bonitinha e se chama Alice, minha senhora.</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN: </b>Que coincidência esquisita! Eu também tenho uma filhinha de dois anos, é loira, com um olho branco e um olho vermelho; ela é muito bonitinha e também se chama Alice, meu caro senhor!</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN: </b>Como é engraçado e que coincidência! É esquisito! Vai ver que é a mesma, senhora minha!</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN: </b>Como é engraçado, é bem possível, senhor meu!</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>O MARTIN: </b>Então, minha senhora, creio que não há mais dúvidas: Já nos vimos em outra ocasião e a senhora é minha própria esposa&#8230; Elizabeth, eu te encontrei finalmente!</font></font>
<p><font size="2"><font face="Verdana"><b>A MARTIN: </b>Donald – é você, darling!</font></font></p>
</blockquote>
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		<item>
		<title>O c&#225;lculo da felicidade</title>
		<link>http://obufao.wordpress.com/2009/01/29/o-clculo-da-felicidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 15:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Comentários]]></category>

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		<description><![CDATA[Você vale cada centavo que recebe? O questionamento me chamou a atenção quando li matéria na Superinteressante, edição de fevereiro. Também pretendo usar a mesma linha de raciocínio para citar outro texto relevante da mesma edição da revista, sobre vocação e talento. Adianto logo que não é leitura para agradar gregos e troianos, judeus e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=388&subd=obufao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://obufao.files.wordpress.com/2009/01/image28.png"><img style="border-width:0;margin:0 15px 5px 5px;" height="327" alt="image" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/01/image-thumb28.png?w=217&#038;h=327" width="217" align="left" border="0"></a><font face="Verdana" size="2">Você vale cada centavo que recebe? O questionamento me chamou a atenção quando li matéria na Superinteressante, edição de fevereiro. Também pretendo usar a mesma linha de raciocínio para citar outro texto relevante da mesma edição da revista, sobre vocação e talento. Adianto logo que não é leitura para agradar gregos e troianos, judeus e palestinos. Ainda assim escrevo e já vou me habituando a feedbacks acalorados.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">A IBM já está desenvolvendo na prática um projeto que visa catalogar 50 dos 300 mil funcionários da companhia. A meta é medir a produtividade de cada empregado. O serviço pode ser útil para promoções, seleções e, se perpetuarem os tempos de crise, demissões. Nunca fui fã de números, mas aviltou-se em mim um desejo insopitável de que essa não fosse somente mais uma ideia conspiratória e sem futuro divulgada pela Superinteressante. E começo a pensar que, neste caso, os números podem ser grandes amigos.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Você deve conhecer, leitor, mais de dezenas de pessoas que exercem alguma atividade sem talento para tal. Pior que a falta de talento, é a falta de interesse. Você conhece, leitor, e se a carapuça couber, não se sinta acuado de eu estar falando de você. Encontramos milhares de pessoas bem remuneradas e infelizes no serviço, isso não é balela. O escritor Márcio Souza escreveu em artigo no jornal A Crítica, condenando especificamente o corpo administrativo do município de Manaus: </font></p>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2">“Estive na administração federal por 12 anos e vi muita excentricidade burocrática, mas nada parecido com as sandices da burocracia municipal desta sofrida capital: é assessor jurídico que não sabe nada de direito administrativo, é secretária que não sabe escrever, é um administrador que não sabe abrir um processo ou prestar contas. Tudo isso engessa e paralisa a administração da cidade, beneficiando os parasitas”.</font></p>
</blockquote>
<p><font face="Verdana" size="2">Eu generalizaria o que o autor escreveu, sem pena. Os parasitas não estão apenas na administração municipal. Estão nas escolas, nas universidades, nas redações dos jornais, em qualquer departamento. Gosto muito de citar dados científicos para comprovar meus argumentos. Mas como não os tenho nas mãos por ora, e na tentativa de fugir um pouco da religião, publico o que prefiro chamar de teoria conspiratória da infelicidade. </font>
<p><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2"><a href="http://obufao.files.wordpress.com/2009/01/funcionario1.jpg"><img style="border-width:0;margin:5px 15px 0 5px;" height="187" alt="funcionario" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/01/funcionario-thumb1.jpg?w=287&#038;h=187" width="287" align="left" border="0"></a></font></font></font>Felicidade é coisa que talvez se descubra no clímax da maturidade. (Sim, isso tem tudo a ver com o texto que você se propôs a ler). Felicidade é coisa que todos queremos, mas ninguém sabe direito o que é porque não podemos tocá-la. E os parasitas querem conquistá-la assim, no toque. </font>
<p><font face="Verdana" size="2">Digo por experiência pessoal que as escolas não preparam seus parasitinhas a conquistar a felicidade além do toque. Em muitos lares, até mesmo a educação doméstica segue o princípio inadequado. Crescemos com o objetivo do acúmulo, da sensação imediata. Daí os empregados que padecerão com a tal máquina da medição de produtividade. Porque milhares de pessoas se formam com o objetivo do acúmulo, e não valem o que produzem. Não consegue acompanhar minha viagem? Então responda: entre dois empregos, qual você escolheria? É o dilema que vejo todos os dias, e dou risadas com o critério das pessoas. E ainda sou julgado. Para muitos, felicidade é balela de gerações jurássicas.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Outra constatação, e afirmo que é opinião pessoal baseada numa observação muita imatura, é que os parasitas, esses que baseiam suas felicidades no acúmulo, são os que já têm bastante acumulado. Vejam os concursos públicos, é uma briga injusta. Entra quem não precisa. São pessoas que preferem viver sem riscos. Quem ganha o risco é a nação, que emprega uma série de talentos que vão trabalhar para operacionalizar a máquina estatal, que não avança, estagna, não promove o crescimento econômico. Por outro lado, vejo pessoas sem renda, que nasceram sem condições de avaliar o futuro, que passaram por outras escolas e batalhas, e resistem para fazer o que gostam, porque sabem que a recompensa será muito maior.</font>
<p><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2"><a href="http://obufao.files.wordpress.com/2009/01/funcionario2.jpg"><img style="border-width:0;margin:5px 15px 0 5px;" height="178" alt="funcionario2" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/01/funcionario2-thumb.jpg?w=298&#038;h=178" width="298" align="left" border="0"></a></font></font></font>Por isso, vou me travestir agora de conselheiro budista ou autor de livro de autoajuda, e propor a todos uma análise bem caprichada de seus verdadeiros talentos. A aptidão para determinadas atividades está em nosso DNA, diz a Superinteressante. O sucesso da vocação está na união da aptidão e do interesse. Faça logo sua autoavaliação antes que cheguem os tais <i>numerati</i> com suas máquinas. Exerça seu talento. Desenvolva sua aptidão porque ela tem uma data-limite. </font>
<p><font face="Verdana" size="2">Ao descobrir que está desempenhando uma atividade para o qual não tem talento, caia fora. Assim, você não atrasa o país, promove o avanço e no final das contas estará mais perto de ser feliz. Se tiver dificuldade para descobrir se aquilo faz parte ou não da sua vida, então falte um dia o trabalho e reflita em casa. Pior que levar sermão do chefe e dos demais funcionários, é descobrir que, afinal de contas, você não fez falta.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">PS.: As imagens são de uma animação bem legal que encontrei na net: <a title="http://www.localhost.nl/stuff/flash/office.swf" href="http://www.localhost.nl/stuff/flash/office.swf">http://www.localhost.nl/stuff/flash/office.swf</a></font></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/388/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/388/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/388/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=388&subd=obufao&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Os donos dos par&#225;grafos</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 09:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Deu vontade de informar os autores dos primeiros parágrafos divulgados aqui, anteriormente, em O Bufão. Quero recomendar as histórias que ainda não leram, sobretudo os romances quase poéticos de Adriana Falcão e a dramaturgia maravilhosa de Ilo Krugli, autores que, possivelmente, não deu para identificar. Os livros são raros, mas eu empresto para quem se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=381&subd=obufao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><font face="Verdana" size="2">Deu vontade de informar os autores dos primeiros parágrafos divulgados aqui, anteriormente, em O Bufão. Quero recomendar as histórias que ainda não leram, sobretudo os romances quase poéticos de Adriana Falcão e a dramaturgia maravilhosa de Ilo Krugli, autores que, possivelmente, não deu para identificar. Os livros são raros, mas eu empresto para quem se interessar.</font>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;<br />
<blockquote>
<p>Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou.
<p><strong>A Hora da Estrela, <strong>Clarice Lispector</strong></strong>
<p>&nbsp;</p>
</blockquote>
<blockquote><p>Quando Gregor Samsa acordou, certa manhã, de sonhos perturbadores, ele se viu transformado, na sua cama, em um inseto gigantesco.
<p><strong>A Metamorfose, Kafka</strong>
<p>&nbsp;</p>
</blockquote>
<blockquote><p>Naquela sexta-feira dos ventos, 7 de julho, logo que a tarde caiu, os acontecimentos começaram a acontecer feito loucos na vida de Luna Clara, justo na vida dela, uma menina que tinha uma vida meio besta.
<p><strong>Luna Clara e Apolo Onze, Adriana Falcão</strong></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;<br />
<blockquote>
<p>Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela,&nbsp; por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
<p><strong>A Cartomante, Machado de Asis</strong></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;<br />
<blockquote>
<p>- Lá vem a Compadecida! Mulher em tudo se mete!
<p><strong>O Auto da Compadecida, Ariano Suassuna</strong>
<p>&nbsp;</p>
</blockquote>
<blockquote><p>Eis aí vão algumas páginas escritas, às quais me atrevi a dar o nome de romance. Não foi ele movido por nenhuma dessas três poderosas inspirações que tantas vezes soem aparar as penas dos autores: glória, amor e interesse.
<p><strong>A Moreninha, Joaquim Manuel de Macedo</strong></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;<br />
<blockquote>
<p>- Senhoras e senhores, vocês vão ver e ouvir a história do mistério do fundo do pote… Ou de como nasceu a fome… Já amanheceu? Falta pouco… Já é hora de contar a minha história… A minha história nasce… e morre como o sol… e se cala quando aparece a primeira estrela. Entrem, amigos… Eu conto esta história todos os dias… Ela é da época em que nem tudo o que existia precisava ser explicado. Existia o mistério, e nós, os cegos, é que cuidávamos dele. Hoje em dia, o mistério se acabou e perdemos o ofício. Eu sou o cego Setembrino.
<p><strong>O Mistério do Fundo do Pote, ou De Como Nasceu a Fome, Ilo Krugli</strong>
<p><strong></strong>&nbsp;</p>
</blockquote>
<blockquote><p>Alguém devia ter caluniado Josef K., pois, sem que tivesse feito mal algum, ele foi detido certa manhã.
<p><strong>O Processo, Kafka</strong></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;<br />
<blockquote>
<p>Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela. Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro; foi proclamada a rainha dos salões. Tornou-se a deusa dos bailes; a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade. Era rica e formosa. Duas opulências, que se realçam como a flor em vaso de alabastro; dois esplendores que se refletem, como o raio de sol no prisma do diamante. Quem não se recorda de Aurélia Camargo, que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro, e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira seu fulgor?
<p><strong>Senhora, José de Alencar</strong></p>
</blockquote>
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			<media:title type="html">Clayton Nobre</media:title>
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		<item>
		<title>Carta de uma gera&#231;&#227;o bege</title>
		<link>http://obufao.wordpress.com/2009/01/12/carta-de-uma-gerao-bege-aos-militantes-de-meia-idade/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 20:28:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Citações]]></category>

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		<description><![CDATA[Desculpem vocês, leitores acima de 30 anos. O bom assentimento à leitura desse texto pressupõe a disposição para admitir que já estão velhos. Para deixá-los laureados, se não bastarem as minhas palavras de consolação, cito Elis Regina, da geração de vocês: “vejo vir vindo do vento o cheiro da nova estação”. Ainda me faltava um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=316&subd=obufao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><font face="Verdana" size="2">Desculpem vocês, leitores acima de 30 anos. O bom assentimento à leitura desse texto pressupõe a disposição para admitir que já estão velhos. Para deixá-los laureados, se não bastarem as minhas palavras de consolação, cito Elis Regina, da geração de vocês: “vejo vir vindo do vento o cheiro da nova estação”. Ainda me faltava um argumento, fora as canções de Belchior, para dissuadi-los de que são vocês, comandantes desse mundo em que estamos, que amam o passado e que não vêem que o novo sempre vem.</font>
<p><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2"><img style="border-width:0;margin:0 15px 0 5px;" height="292" alt="zogby" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/01/zogby.jpg?w=191&#038;h=292" width="191" align="left" border="0"></font>Encontrei o argumento. Veio do analista John Zogby, responsável pelas principais pesquisas de opinião das eleições americanas. No livro “<a href="http://www.huffingtonpost.com/john-zogby/the-way-well-be-first-glo_b_143664.html" target="_blank">The Way We&#8217;ll Be</a>” citado em um <a href="http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup229670,0.htm" target="_blank">artigo</a> no Estadão e em um vídeo que a jornalista Lúcia Guimarães fez para o programa Saia Justa, do GNT, o sucesso de Obama nos EUA alerta para a vitória da geração de jovens de 18 a 29 anos. Já era tempo para que alguém pudesse identificar essa turma, que difere da anterior em variados pontos e que hoje, por responsabilidade da internet e de outras coisas, leva a culpa por não seguir os conselhos e o estilo de vida dos pais, guardados por Deus, contando vil metal.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Não é difícil pontuar que culpas são essas que levamos. Perguntemos a qualquer ativista, militante, combatente, esses com mais de trinta anos; perguntemos a esses ou a qualquer um quais são suas opiniões sobre a geração que vos escreve. Você, leitor, faça a si essa indagação. Somos a geração perdida, não somos? A geração do mundo material. Todos os dias somos apontados como os jovens que perderam com o que ganharam. Não é tão fácil mobilizar essa juventude como vocês faziam no mundo original de vocês, é verdade. Somos subproduto do mundo capitalista. Pensamos no nosso umbigo e etc, etc. </font>
<p><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2"><img style="border-width:0;margin:5px 15px 5px 5px;" height="156" alt="campaignstars" src="http://obufao.files.wordpress.com/2009/01/campaignstars.jpg?w=207&#038;h=156" width="207" align="left" border="0"></font></font></font>Para Zogby, ou Lúcia Guimarães, somos a geração bege, pois não pensamos em extremos. Também somos chamados de “Os Primeiros Globais”. Identificam-nos com Obama pois apoiamos os relacionamentos inter-raciais numa proporção maior que os velhinhos que meia idade. Em artigo que escreveu em agosto de 2008, a jornalista (de mais de 30 anos) reflete com olhos otimistas nossa juventude. Sua fonte é juventude americana, que é a juventude do mundo inteiro. Vejam se vocês não pensam o mesmo:</font><br />
<blockquote>
<p><font face="Verdana" size="2">Estes jovens, segundo Zogby, são liberais na definição semântica de liberalismo – desconfiam de ideologias de direita ou esquerda. E, uma surpresa, são capazes de navegar sobre a sutileza das questões complexas, numa rejeição ao maniqueísmo orquestrado pela direita conservadora. Mesmo os jovens que são contra o aborto manifestaram-se, em números consideráveis, a favor da manutenção do direito constitucional ao aborto. A geração que dança ao som de astros internacionais, como a colombiano-libanesa Shakira e descobre a Anistia Internacional pela MTV, merece mais crédito.</font></p>
</blockquote>
<p><font face="Verdana" size="2">Por que não teríamos motivos suficientes para desconfiar também das ideologias de esquerda? Vejamos esses jovens que pretendem copiar o mundo de vocês. Vejamos o resultado do mundo socialista que vocês sonharam. Por isso somos bege, porque não pensamos nem no preto nem no branco. Discutimos literatura ou o aquecimento global com a mesma facilidade que discutimos o próximo show, o programa da TV ou a vida dos outros. Vocês querem difundir, palestrar. Nosso festival é conversa. Vocês discutem a vida do autor e as metáforas de suas obras. Nós nos reservamos o direito de fazer nossa interpretação, e ler nossos livros como manual de vida. </font>
<p><font face="Verdana" size="2">Sim, pensamos em nós mesmos. Cercamo-nos em nosso mundo privado mesmo no espaço público. Observem os jovens com seus fones de ouvido na viagem de ônibus, ambicionando celulares, internet móvel, mídias sociais. É o nosso futuro. Vocês acreditam, refletem, chamam, mobilizam, nós já fazemos por nós mesmos. Belchior de novo: “viver é melhor que sonhar”. No teatro, aprendo (obrigado, Busta!) que já não vale mais a pena a mobilização social por meio da arte. Acreditamos na transformação <i>pessoal</i>. Portanto, esqueçam seus pessimismos, esse é o nosso modo de mudar o mundo. Guardem, por favor, seus alto-falantes. Não adianta. Vocês perderam, e o sinal está abrindo para nós, que somos jovens.</font></p>
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		<title>Pra come&#231;ar a hist&#243;ria&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 15:47:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje não é domingo, mas as férias me permitiram aproveitar o ócio criativo novamente. (Desculpem os leitores com outro post carimbado de clichês e obviedades). 
À procura de páginas sobre literatura na Internet, encontro uma tentativa de publicidade on-line baseada na leitura de primeiros capítulos. Autores, perdão, a idéia é mais que oportuna, mas nenhum [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=306&subd=obufao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><font face="Verdana" size="2">Hoje não é domingo, mas as férias me permitiram aproveitar o ócio criativo novamente. (Desculpem os leitores com outro post carimbado de clichês e obviedades). </font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">À procura de páginas sobre literatura na Internet, encontro uma tentativa de publicidade on-line baseada na leitura de primeiros capítulos. Autores, perdão, a idéia é mais que oportuna, mas nenhum de seus livros me convenceu.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Mas, repito, a idéia vale. Faz parte da minha lista de temores adquirir um livro que venha a me decepcionar. Aqui ao meu redor, algumas obras de autores que, ao contrário, me alegraram. Escrevo o primeiro parágrafo &#8211; se não bastar a primeira frase &#8211; de algumas dessas histórias. O tempo permite. Só não identifico os donos das letras. Não faço <em>merchandising</em>. Fica para a adivinhação dos leitores. Não é difícil.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Começo com meus favoritos &#8211; um tapa em quem não adivinhar: </font></p>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;</p>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2"><font face="verdana" size="2">Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou.</font></font></p>
</blockquote>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;</p>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2">Quando Gregor Samsa acordou, certa manhã, de sonhos perturbadores, ele se viu transformado, na sua cama, em um inseto gigantesco.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;</p>
</blockquote>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana" size="2">Naquela sexta-feira dos ventos, 7 de julho, logo que a tarde caiu, os acontecimentos começaram a acontecer feito loucos na vida de Luna Clara, justo na vida dela, uma menina que tinha uma vida meio besta.</font></font></p>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;</p>
</blockquote>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2">Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela,&nbsp; por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;</p>
</blockquote>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2">- Lá vem a Compadecida! Mulher em tudo se mete!</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;</p>
</blockquote>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2">Eis aí vão algumas páginas escritas, às quais me atrevi a dar o nome de romance. Não foi ele movido por nenhuma dessas três poderosas inspirações que tantas vezes soem aparar as penas dos autores: glória, amor e interesse.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;</p>
</blockquote>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2">- Senhoras e senhores, vocês vão ver e ouvir a história do mistério do fundo do pote&#8230; Ou de como nasceu a fome&#8230; Já amanheceu? Falta pouco&#8230; Já é hora de contar a minha história&#8230; A minha história nasce&#8230; e morre como o sol&#8230; e se cala quando aparece a primeira estrela. Entrem, amigos&#8230; Eu conto esta história todos os dias&#8230; Ela é da época em que nem tudo o que existia precisava ser explicado. Existia o mistério, e nós, os cegos, é que cuidávamos dele. Hoje em dia, o mistério se acabou e perdemos o ofício. Eu sou o cego Setembrino.</font></p>
</blockquote>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;</p>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2">Alguém devia ter caluniado Josef K., pois, sem que tivesse feito mal algum, ele foi detido certa manhã. </font></p>
</blockquote>
<p><font face="Verdana" size="2"></font>&nbsp;</p>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2">Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela. Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro; foi proclamada a rainha dos salões. Tornou-se a deusa dos bailes; a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade. Era rica e formosa. Duas opulências, que se realçam como a flor em vaso de alabastro; dois esplendores que se refletem, como o raio de sol no prisma do diamante. Quem não se recorda de Aurélia Camargo, que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro, e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira seu fulgor?</font></p>
</blockquote>
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		<title>Bonequinha de Pl&#225;stico</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 18:04:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[As imagens explicam]]></category>
		<category><![CDATA[Citações]]></category>

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		<description><![CDATA[ Certo dia, quando assistia ao programa Saia Justa (GNT) na TV, deparei com o vídeo que a filósofa Márcia Tiburi (você deve conhecê-la do Café Filosófico ou dos artigos que ela escreve para a revista Cult) fez em uma exposição da artista plástica Patrícia Kaufmann em São Paulo. A boneca Barbie era personagem principal [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=212&subd=obufao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><font face="Verdana" size="2"><a href="http://obufao.files.wordpress.com/2008/11/barbie.jpg"><img style="border-right:0;border-top:0;border-left:0;border-bottom:0;margin:0 15px 0 5px;" height="336" alt="barbie" src="http://obufao.files.wordpress.com/2008/11/barbie-thumb.jpg?w=257&#038;h=336" width="257" align="left" border="0"></a> Certo dia, quando assistia ao programa Saia Justa (GNT) na TV, deparei com o vídeo que a filósofa Márcia Tiburi (você deve conhecê-la do Café Filosófico ou dos artigos que ela escreve para a revista Cult) fez em uma exposição da artista plástica Patrícia Kaufmann em São Paulo. A boneca Barbie era personagem principal da exposição, que também mostra a Playboy da boneca, com conteúdo em todas as páginas.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Na semana seguinte, Mônica Waldvogel leu algumas cartas de mulheres que ficaram impressionadas e condenaram o programa Saia Justa por causa da playboy da bonequinha de plástico. </font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Pergunto se é estranho mesmo ver a essa fotografia da Barbie na capa de uma revista masculina? </font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Diz Márcia Tiburi em seu </font><a href="http://colunas.gnt.com.br/pinkpunk/" target="_blank"><font face="Verdana" size="2">blog</font></a><font face="Verdana" size="2">:</font></p>
<blockquote><p><font face="Verdana" size="2">Barbie é um dos ícones mais intrometidos na identidade das mulheres desde que veio à luz das lojas de bonecas. Do que falamos ao tratar da identidade das mulheres? Como uma boneca pode se tornar um ícone, como pode apresentar o paradigma da beleza feminina a ponto de ser copiada? Que mal há nisso? Há algum mal? Por que as mulheres buscam com tanta angústia a construção de um corpo que lhes dê a prova de que existem? Serão as mulheres presa fácil de toda simbolização? Por quê? Vale pensar, pensar mais e mais.</font>
<p><font face="Verdana" size="2">Moças, (&#8230;) Cuidemos de nós. Mas cuidemos também das nossas meninas que confiam demais em “olhos azuis” e formas esguias. Que se esforçam demais em ser “modelos”. Elas podem apenas estar imitando o plástico. E nós, descuidando de conversar e mostrar o que, da vida, mais importa.</font></p>
</blockquote>
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		<title>D&#225; pra pensar que Brecht era jornalista</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 02:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton Nobre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quem, hoje em dia, quiser combater a mentira e a ignorância e escrever a verdade tem de vencer, pelo menos, cinco obstáculos. Tem de ter coragem de escrever verdade, muito embora por toda a parte ela seja encoberta; tem de ter a arte de a tornar manejável como uma arma; tem de ter a capacidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=55&subd=obufao&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>“Quem, hoje em dia, quiser combater a mentira e a ignorância e escrever a verdade tem de vencer, pelo menos, cinco obstáculos. Tem de ter coragem de escrever verdade, muito embora por toda a parte ela seja encoberta; tem de ter a arte de a tornar manejável como uma arma; tem de ter a capacidade para ajuizar, para selecionar aqueles em cujas mãos ela será eficaz; tem de ter o engenho de a difundir entre estes.”
<p><strong>Bertolt Brecht, dramaturgo</strong></p>
</blockquote>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/obufao.wordpress.com/55/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/obufao.wordpress.com/55/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obufao.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obufao.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obufao.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obufao.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obufao.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obufao.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obufao.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obufao.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obufao.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obufao.wordpress.com/55/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obufao.wordpress.com&blog=2163748&post=55&subd=obufao&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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