Rumo novo para o teatro no Amazonas
Os artistas de teatro do Amazonas já têm novos representantes durante o biênio 2009-2010. A gestão do ator e diretor Sérgio Lima entregou as chaves da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) à chapa Ação Teatral no Amazonas, encabeçada pelo xará Sérgio Uchoa. A entrega ocorreu hoje, logo após a eleição, no encerramento do 8º Congresso de Teatro no Amazonas, no Ideal Clube. A chapa venceu a preferência dos artistas por uma diferença de três votos para o concorrente Nivaldo Motta, que obteve 29 votos. A chapa de Wagner Melo conseguiu apenas 9 votos.
Fazem parte da nova gestão os atores Douglas Rodrigues, na vice-presidência; Fabiene Priscila, na secretaria geral; Cleinaldo Marinho, na diretoria de administração financeira; Kid Mahal, na diretoria de marketing e relações institucionais; João Fernandes, na diretoria de formação técnica e pedagógica; Sílvio Romano, na diretoria de planejamento e projetos culturais e Koia Refkalefsky, na direção de ações para o interior.
Foi a primeira vez que a categoria optou pelo voto secreto. “É uma oportunidade para experimentar. Todos os congressos já fazem isso”, disse o diretor e dramaturgo Jorge Bandeira, membro da comissão eleitoral. Cada grupo de teatro sem débitos financeiros com a Fetam teve a oportunidade de escolher dois delegados para votar. Durante o congresso, que começou ontem, às 9h, também foi elaborado o novo estatuto da entidade.
Fazem parte das propostas da nova gestão para o primeiro semestre, a legalização da Fetam, a busca por apoios em entidades públicas e a organização de um evento para o dia do teatro, comemorado no dia 27 de março. Também é meta da gestão a inserção dos eventos da Fetam nos calendários das secretarias municipal e estadual de cultura. “Uma federação sem relação com o poder público não manda”, disse João Fernandes quando a chapa foi questionada, durante debate, sobre a independência da entidade perante os órgãos públicos.
Apesar de não conseguirem votos suficientes, as chapas concorrentes se dispuseram a entregar ao presidente recém-eleito suas propostas lançadas durante a campanha. “Não fomos uma chapa de cargos, mas de propostas. Então, vamos trabalhar todos juntos”, disse o diretor Wagner Melo. Nivaldo Mota partilha a mesma opinião. “Esperamos crescer e resolver nossos problemas na medida do possível”, disse.

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