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A culpa é da imprensa. Ainda bem!

7 Janeiro 2009 Clayton Nobre 1 comentário

jornaisÚltimo ano de graduação em jornalismo e começa a ganhar forma em minhas atitudes certa agressividade contra quem sempre fala mal da mídia. Tal agressividade, ainda que “branca”, é uma característica usual de quem, podemos observar, pratica o jornalismo cotidianamente. São pessoas que tem uma vocação clara para a profissão e devem ser reconhecidas e aplaudidas no mundo moderno pelo fato simples de terem gosto pelo que fazem e serem felizes com isso.

O último ataque à imprensa foi a acusação de nepotismo contra o prefeito eleito de Manaus, Amazonino Mendes. A nomeação de filha e irmã para os cargos de secretárias de cultura e de assistência social, respectivamente, poderia passar batido se não fosse o estardalhaço feito na mídia nacional – Correio Braziliense, Folha de S. Paulo, O Globo, Band News, Jovem Pan, entre outros – e da mídia local, que também não esteve usando venda nos olhos nos últimos vinte anos.

Mas a imagem da imprensa já esteve em momentos tão ruins de popularidade que o prefeito Amazonino não teve problemas em lançar a ela mais essa culpa. Pior que isso. O prefeito não precisou criar mais uma ruga na testa, nem bolar mentiras para levantar o argumento contra o qual jornalista nenhum pode reivindicar. “Quem pediu foram eles”, disse, apontando para o povo. Pasmem, é verdade. Quase quinhentas pessoas reuniram-se em frente à prefeitura exigindo que Maryse Mendes, irmã do prefeito, assumisse a pasta que ela rejeitou por causa da tal tormenta da imprensa e “de alguns grupos políticos”. Também houve manifestação pró-Lívia dos artistas, com direito a abaixo-assinado.

Daí, me questionam agora pouco de que lado estou, uma vez ator de teatro, e ingressante no jornalismo. Putz, agora preciso conjecturar quem é o anjo e quem é o demônio nessa história toda. Está certo. (O jornalismo me ensinou que, algumas vezes, é preciso encarar a corda no pescoço). O assunto é política, estou ao lado de quem entende de política, e sabe o que é certo para a sociedade. Para isso, é preciso analisar vida e obra de nosso prefeito eleito e o que se espera que ele faça agora para o bem do nosso mundinho, muito além do nosso umbiguinho.

Mas de que maneira podemos assimilar o mundo do ponto de vista político? Um passo eficiente seria indagar a existência de uma política cultural em nosso Estado. Não é preciso ser muito esperto para notar que muitos grupos mal conseguem executar suas ações culturais pensando na pessoa que está do outro lado desse processo de comunicação. Essa arte que vemos, parte dela não é feita para nós, respeitáveis espectadores. Emissores também são receptores nesse processo. À medida que os grupos evoluem, crescem, aprimoram-se, enfeitam-se, perdem adeptos. O público lotado do Grande Circular não existe mais.

Nós quase pudemos presenciar, ano passado, uma grande manifestação no dia do teatro na Praça da Polícia em busca da valorização daquele espaço e da posição do artista no cenário amazonense. Já seria um passo importante para que conseguíssemos entender essa aflição que faz parte da profissão. A praça foi fechada na véspera, entre outros contratempos. Uma festa feita a duras penas pelos artistas conseguiu reunir um bom público que transitava na praça da Matriz, mas faltou a mensagem.

Pensemos: o que pode representar para nós uma posse tomada graças a uma liminar de última hora Justiça e afastamento de juíza? O que pode representar para nós (artistas, trabalhadores, assistentes, etc) um mandato que começa com ações questionáveis, erradas do ponto de vista ético, mas legais do ponto de vista jurídico; imoral, mas aceitas e acatadas pelos afetados? (Para Gilmar Mendes o nepotismo é a nomeação de parentes, mas não se aplica a cargos de natureza política como as secretarias municipais; para o Aurélio, nepotismo é favoritismo e ponto).

Alguém precisa, ao menos, entender o que está acontecendo em nossa cidade e, pelo menos, difundir. Daí vão dizer que a culpa é da imprensa. Ainda bem. Na vontade e no dever de fazer alguma coisa, tentei escrever um mínimo do que pensava sobre o assunto. Para quem ainda não entendeu, o que me resta é paciência. A imprensa fez a parte dela. Essas manifestações, por exemplo, estarão registradas em nossos jornais para quem quiser ler e rir daqui a quatro anos.

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Olho no Trânsito

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O que dizem as autoriadades e as sociedades sobre o trânsito no Amazonas? A questão foi o mote para um trabalho realizado em sala de aula por alunos do 8º período do curso de Relações Públicas da Ufam. O professor Nivaldo Moura, que ministra a disciplina Teoria e Pesquisa de Opinião Pública, pretendia avaliar na prática o que os estudantes aprenderam na teoria. “Eles escolheram, então, o tema sobre o trânsito na cidade e chegaram a uma expressividade prática do conteúdo aplicado em sala de aula”, disse o professor.

flagras28O resultado foi apresentado em aula por meio de dois banners, um VT, uma apresentação em slides e um painel fotográfico. O tema intitula-se “a realidade do trânsito em Manaus”. A equipe da Maloca Digital vai divulgar, por meio de pequenas matérias espalhadas em nossa página, algumas informações que a turma de Relações Públicas coletou durante o trabalho.

Acesse a Maloca Digital: www.malocadigital.ufam.edu.br

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