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Archive for Dezembro, 2007

Cortem a cauda do escorpião!

25 Dezembro 2007 Clayton Nobre 1 comentário

É natal, o ano está terminando e provavelmente não terá mais pauta da Secretaria de Cultura para apresentarmos nosso espetáculo infantil FÁBULAS. E provavelmente não haverá outras reprises. Quem perdeu, perdeu mesmo. A peça foi elogiada pelo júri no festival de teatro do ano passado e nos rendeu indicações a prêmios (figurino, ator e atriz).

Foi um ano bom para o Laboratório de Investigação Teatral, que parece ter um destino parecido com o do Fábulas – nada está certo. Mas 2008 chega com surpresas, preparadas pelo grupo ArtBrasil e Baião de Dois.  Deixo aqui, em homenagem, um conto já publicado anteriormente no outro endereço. Um bom natal!  

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Cortem a cauda do escorpião!

    

A dona Sapa tinha a mania de cantarolar por além do brejo, e, por causa disso, era famosa nas redondezas. Também era famosa por sua beleza. Dotada de duas longuíssimas pernas que lhe permitiam deslocar-se mais de três metros em um único passo, dona Sapa recebia aplausos e assobios de quem quer que estivesse por perto. Mas não somente aplausos e assobios. Naquele dia mesmo, dona Sapa usava no pescoço um colar de conchas do mar colhidas pelo senhor Sapo-Boi. 

Dona Sapa admirava o colar em um lugar cuja distância do brejo era maior que a permitida pela mãe Sapa. Fazer o quê? Dona Sapa tinha um problema com as pernas. Pulava tanto que perdia a noção do quão longe se apartava. Esse lugar era próximo da orla de um riacho. 

Próximo da orla de um riacho, o senhor Escorpião procurava ajuda. Estava aflito por causa de uma tempestade que o afastou de sua moradia e dos outros escorpiões há três dias. Graças à sua enorme e brilhante cauda, que tinha vida própria e lhe concedia um poder jamais dado a qualquer animal minúsculo e inútil das redondezas, o Escorpião ainda se mantinha vivo. Pobre e esfaimado, o animal perambulava entre as árvores e formigueiros à procura de um animal caridoso e disposto a ajudá-lo a atravessar o rio, enquanto a cauda roubava alimentos e utensílios úteis contra a chuva e o vento. 

Gripado, o Escorpião tinha decidido descansar perto do toco de uma árvore quando sentiu um puxão vindo de trás. A cauda parecia aflita com algo, e tinha razão. Ali perto, a enorme Sapa coaxava com notável beleza. Repentinamente, o senhor Escorpião pôs-se de pé e deixou que seus olhos admirassem a canção e a fisionomia do anfíbio. Depois, olhou para o chão. Queria dar algo de presente. Viu uma tulipa.  

O senhor Escorpião respirou profundamente, segurou a flor na mão e fez uma cara de censura à afoita cauda. Com um gesto encantador, ele levou o corpo ao chão, a cintura em pé, o braço esquerdo no peito. 

— Com licença, formosa dama. Bom dia! Essa história já existe e muitos a conhecem. Foi contada por La Fontaine há mais de trezentos anos. Também é de conhecimento comum que, como característica de qualquer outra fábula, o final da história não é sempre o esperado pelas crianças. Isto é, a dona Sapa vai morrer. Quebrar essa peculiaridade da fábula seria descaracterizá-la e desrespeitar a figura de La Fontaine. Então, não há chance. A Sapa será picada ao levar o senhor Escorpião nas costas. E sucumbirá rio abaixo.  

O intuito deste texto é criar possíveis argumentos que salvariam dona Sapa. O primeiro deles trata-se de uma campanha com o fito de ajudar escorpiões desempregados. Uma rã garantiu que a pobreza generalizada da comunidade dos escorpiões era o motivo principal da difusão de matanças no brejo. Graças a essa campanha, o senhor Escorpião e sua família recebem periodicamente uma porção de baratas francesinhas. Mas isso não contribuiu para que dona Sapa fosse salva naquele dia depois da tormenta, afinal o senhor Escorpião não sentia fome, tampouco sua cauda. 

Havia ainda um lugar nos arredores do brejo promovendo o adestramento de escorpiões. Quando a empresa expandiu-se para depois do rio, a família do senhor Escorpião foi a primeira a ser atendida. A instrução baseava-se em uma série de atividades consistidas em alertar os escorpiões sobre as conseqüências da criminalidade. Ora, ninguém poderia acusar o senhor Escorpião de criminoso. Suas intenções ao presentear a dona Sapa com a tulipa eram as melhores possíveis. Que tolo preste a voltar para casa depois de uma terrível tempestade seria capaz de afundar-se em um rio?  

O problema era a maldita cauda. Ela pica só pelo prazer de picar e porque é a única coisa que sabe fazer com dois dedões pontudos e afiados. Poucos no brejo tinham essa percepção. E esses saíram às ruas em passeata com cartazes que diziam: “Cortem a cauda do escorpião”. 

Ao atravessar a pior parte do rio, o senhor Escorpião agarrou-se ao pescoço de dona Sapa com medo de cair no rio. Ao mesmo tempo, tentava controlar a ansiosa e aflita cauda. “Agora não, por favor”, pensou o senhor Escorpião. Mas não adiantava. Aquilo era maior que a vontade desesperadora do pequeno animal. 

De repente os olhos do senhor Escorpião ficaram vermelhos. Sua face malvada olhou para a careca de dona Sapa, levantou a sua cauda e…  

— Mas senhor Escorpião, por quê?
— Desculpe, bela dama, mas faz parte da minha natureza.

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A Origem

Tudo no mundo começou com um “sim”. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida.

(Clarice Lispector)

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O Natal e as revistas

A Piauí chega às bancas com um desenho do Jaguar na capa que reproduz muito minhas comoções neste último Natal. (O desenho é o primeiro aqui embaixo, por favor! O outro eu coloquei porque é legal).

  

A figura que corre lá atrás reflete mais ainda meu temor em correr ao Centro para comprar quatro presentes de amigo oculto (por enquanto). Na angústia, terei de recorrer ao Shopping Center. Ficaria mais fácil se as pessoas gostassem de ganhar os livros que vendem na LUA, a livraria universitária da Ufam. Uh! Também tô sem saco pro natal.

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A propósito, a revista está cheia de matérias boas. De vez por todas transferi minha preferência da Superinteressante para a Piauí. A Super está acabando com os textos. As grandes matérias com conteúdo de verdade ganham cada vez menos páginas. A revista só espelha essa tendência jovem comprovada pelas estatísticas que é a falta de leitura. O inteligente agora é quem já tem placa de TV no PC, além de joost, uma conexão de no mínimo 8 megabits/s e um monte de etecéteras – tá lá na Super.

Os nerds que estão explicando os mistérios de Lost também gostam de LER!

Mídia em Debate

6 Dezembro 2007 Clayton Nobre 2 comentários

O site da Maloca Digital está com alguns problemas técnicos. Esse é um texto que tentei publicar hoje, sem sucesso. É sobre o projeto da Graciene com o pessoal da turma. Sucesso para todos vocês, meninos!

Novo programa será lançado na TV Ufam por alunos de Jornalismo

  

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Estréia no dia 13 de dezembro, quinta-feira, o programa de televisão Mídia em Debate, na TV Ufam, às 20h. Os alunos e professores de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) puderam conhecer mais a fundo o projeto na manhã de hoje, durante o evento de lançamento do programa no auditório Rio Javari, Faculdade de Tecnologia (FT), no Setor Norte da universidade. 

Fizeram suas declarações durante o lançamento a professora Maria Magela, representando a Pro-Reitoria de Extensão e Interiorização (Proexti); a professora sub-chefe do Departamento de Comunicação (Decom), Ivânia Vieira; o presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Amazonas, César Wanderley e a professora coordenadora do projeto Mídia em Debate, Graciene Siqueira. Todos felicitaram os estudantes que deram um passo à frente no curso de comunicação e implantaram o projeto de programa televisivo de debates. A Proexti já apóia outros projetos do Decom que visam contribuir com a formação acadêmica de estudantes em áreas como rádio, internet, agência de notícias e cinema. Faltava um projeto que estimulasse alunos interessados em apresentação e produção de telejornal.   

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O Programa 

O programa Mídia em Debate foi implantado a partir da vontade da professora Graciene e estudantes do 5º e 7º período de jornalismo da Ufam em realizar um projeto voltado para o telejornalismo. Surgiu do grupo a idéia de desempenhar um programa de debates que discutisse questões sobre a mídia. Mensalmente, alguns nomes relevantes no cenário jornalístico e de comunicação do Amazonas serão convidados para debater um tema na TV. Parte da equipe do programa colherá perguntas e dúvidas pertinentes ao tema nas ruas e nas universidades. 

Fazem parte do projeto os estudantes Bruno Saldanha, Gislane Prazeres, Livya Braga, Marcus Cordeiro, Rachel Mourão e Raphael Cortezão. O contato com o grupo pode ser feito por meio do e-mail midiaemdebate@gmail.com e do telefone 8817-3104. Também há uma página na internet na qual interessados podem conferir vídeos e pautas do programa. O endereço é www.midiaemdebate.com.

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